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A Princesa da França (2014)

A Princesa da França | La princesa de Francia

La princesa de Francia, de Matías Piñeiro

.:: INDIE 2014 Festival Cinema ::.

Nada mais é necessário do que as inúmeras adaptações para o cinema de peças de William Shakespeare para provar que o artista inglês pode oferecer muito para o cenário cultural contemporâneo, ainda que quase 400 anos tenham se passado desde sua morte. Jovem cineasta com 32 anos, Matías Piñeiro tem parte de sua filmografia dedicada a ambientar as histórias de Shakespeare entre os jovens e as suas crises modernas.

“A Princesa da França” é o terceiro exemplar de sua cinessérie “Shakespeareadas”, iniciada com “Rosalinda” (2010) e continuada com “Viola” (2012). A obra de Shakespeare apropriada aqui é “Trabalhos de Amor Perdidos”, sobre um rei chamado Ferdinando que se submete aos sacrifícios mais absurdos, como o jejum e a abstinência sexual durante três anos, para fortalecer o seu espírito.

Em “A Princesa da França”, podemos comparar Victor (Julian Larquier Tellarini) com Ferdinando. Ao voltar para Buenos Aires, Victor decide estudar um novo projeto para a companhia de teatro que participava. As tentações do Ferdinando de Shakespeare são transferidas para o Victor de Matías Piñeiro ao envolver nesta iniciativa algumas mulheres que o marcaram, como a sua namorada Paula (Agustina Munoz), a sua ex-namorada Natalia (Romina Paula), a sua amante Ana (Maria Villar), a melhor amiga de Natalia, Lorena (Laura Paredes) e, finalmente, Carla (Elisa Carricajo), uma jovem que acabou de conhecer.

Embora visivelmente à vontade ao lidar com uma equipe de intérprete com colaborações em trabalhos prévios, Matías Piñeiro tem dificuldades ao lidar com a linguagem cinematográfica, ainda que some oito anos de carreira. As falhas de “A Princesa da França” são as mais primárias possíveis. Por mais enxuta que seja a duração, a montagem é confusa ao entrelaçar tantos personagens e não confere ritmo. A música é disforme. No campo das interpretações, todas soam falsas, pouco naturais. Por fim, como diretor e roteirista, Matías Piñeiro faz Shakespeare se revirar no túmulo.

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