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Resenha Crítica | Nós Somos as Melhores! (2013)

Nos Somos as Melhores! | Vi är bäst!

Vi är bäst!, de Lukas Moodysson

.:: INDIE 2014 Festival Cinema ::.

Durante a infância e pré-adolescência escolares, é muito comum a formação das famosas panelinhas. Há sempre aquelas que são as mais populares em que todos desejam entrar enquanto outras são formadas pelos chamados losers. As meninas que protagonizam “Nós Somos as Melhores!” estão inseridas neste segundo grupo e, pelo que elas demonstram, o cool é estar fora de qualquer moda do momento.

Ambientada nos anos 1980, a narrativa acompanha as peripécias de Bobo (Mira Barkhammar) e Klara (Mira Grosin) em manter viva a veia punk em um período em que outros gêneros do rock ‘n roll dominam o cenário. Mesmo que tenham apenas 13, Bobo e Klara são bem determinadas em manter a autenticidade, o que inclui dar adeus às madeixas para favorecer um visual mais radical.

Após testemunharem o fracasso de Hedvig (Liv LeMoyne) em um show de talentos da escola, Bobo e Klara a selecionam para formar uma banda. Ainda que Hedvig seja religiosa, ela cede ao convite como uma maneira de aplacar a sua exclusão em todas as rodas de amigos. Habilidosa com instrumentos musicais, Hedvig só fortalece a amizade verdadeira que há nessa aproximação nascida com a igualdade de atitudes e preferências musicais, embora a delicadeza da fase em que as três vivem possa trazer algumas desavenças, especialmente nos primeiros flertes com meninos.

O sueco Lukas Moodysson mostrou a que veio há 12 anos ao lançar “Para Sempre Lilya”, drama barra-pesada sobre uma garota de 16 anos que fantasia uma vida melhor ao sobreviver em plena desgraça. Ao adaptar o comic book de sua esposa Coco, Lukas Moodysson faz de “Nós Somos as Melhores!” o seu melhor filme desde “Para Sempre Lilya”.

Com exceção do investimento em alguns desenlaces dramáticos protagonizados por Bobo que prejudicam a fluência da história, “Nós Somos as Melhores!” transpira vivacidade e ternura do início ao fim e ainda traz um trio de jovens atrizes simplesmente perfeito. Claro, um resultado possível graças a decisão de Lukas Moodysson em provar que a criatividade e as parcerias que valem para toda a vida só são possíveis quando os jovens são estimulados a praticar transgressões sadias durante a formação da própria identidade.

4 Comments

  1. Adorei o texto, Alex, e amei esse filme. Já anotei a dica para assistir, assim que eu tiver a chance.

  2. Resgate pra lá de divertido da crueza de Moodysson. Será distribuido por aqui pela Zeta Filmes.

  3. Pedro, respondendo seu comentário um pouco depois de saber sobre o “incidente” envolvendo “Jogos Vorazes”. Um saco, né?

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