Skip to content

O Retorno de Artígona (2013)

O Retorno de Artígona | Na kathesai kai na koitas

Na kathesai kai na koitas, de Giorgos Servetas

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Em plena crise, a Grécia prossegue com a produção de filmes dramáticos que reafirmam a impressão que nós, estrangeiros, nutrimos sobre um país com problemas que parecem irreversíveis. Em seu segundo longa-metragem, Giorgos Servetas apresenta uma história de regresso a um cenário que parece perdido no tempo e com indivíduos que praticamente saem impunes após protagonizarem atos de violência.

Em “O Retorno de Antígona”, a personagem-título vivida por Marina Symeou retorna à pacata cidade grega que habitou por um longo período de sua vida. Nos primeiros momentos, ela revê figuras de sua juventude, como Eleni (Marianthi Pantelopoulou), que fora sua melhor amiga no colégio, e Nikos (Yorgos Kafetzopoulos), seu ex-namorado. Ao conseguir uma vaga como professora de inglês na mesma escola em que Eleni trabalha, Antígona vai notando o comportamento suspeito daqueles que a cercam.

Além de vizinhos pouco confiáveis, Antígona irá sofrer as consequências por restabelecer vínculos com Eleni e Nikos devido ao modo como ambos estão intimamente ligados a Nondas (Nikos Yorgakis). Mesmo sendo um condenado em regime semiaberto, Nondas agride constantemente Eleni, com quem mantém um relacionamento. Além do mais, ele envolve Nikos em atividades obscuras.

Como o esperado, “O Retorno de Antígona” vai atingindo tons cheios de tensão. No entanto, a sua verdadeira potência é revelada no encaminhamento para o ato final, que sugere uma relação homoafetiva entre Nondas e Nikos e traz explosão de uma fúria reprimida por Antígona. Nada que o equipare a exemplares gregos mais recentes, como “Miss Violence” e “O Garoto que Come Alpiste”, mais incisivos em seus discursos.

Be First to Comment

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers:

%d blogueiros gostam disto: