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Adorável Louise (2013)

Adorável Louise | Lovely Louise

Lovely Louise, de Bettina Oberli

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

São diversas as culturas que não enxergam com bons olhos o filho que, já velho, não abandonou as saias da mão. A expectativa é que um indivíduo não demore a construir o seu próprio lar e família ao amadurecer. Não é exatamente o que fez André (Stefan Kurt), o protagonista de “Adorável Louise”.

Taxista cinquentão que tem como hobby o aeromodelismo, André reprisa diariamente um ritual com a sua mãe Louise (Annemarie Düringer). Atriz sueca que afirma ter abdicado de uma carreira em Hollywood para ser uma mãe mais presente para André, Louise costuma ser conduzida pelo seu filho ao seu restaurante favorito e também ao teatro no qual encena uma peça. Louise também conta com a companhia dele nos típicos chás da tarde com suas amigas.

Com dificuldades de estreitar laços mais firmes com Steffi (Nina Proll), uma mulher que trabalha em um trailer vendendo lanches, André passa a deixar tudo em sua vida em segundo plano quando lhe surge uma revelação bombástica: ele seria o meio-irmão de Bill (Stanley Townsend), um americano com quem Louise tem se encontrado secretamente e que não inspira muita confiança.

Como o esperado, a dinâmica entre os três personagens rende momentos de embaraço, mas a cineasta Bettina Oberli sabe se apropriar desse humor para efetivar temas importantes, como a importância de uma figura materna para sintetizar quem somos, os efeitos devastadores de sua ausência e a necessidade de obter a independência mesmo quando tudo indica que é tarde demais. A conclusão é particularmente notável ao apresentar uma metáfora visual para validá-los.

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