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Resenha Crítica | Algum Lugar Belo (2014)

Algum Lugar Belo | Somewhere Beautiful

Somewhere Beautiful, de Albert Kodagolian

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Estreando como diretor de longa-metragem após uma carreira bem-sucedida como publicitário, Albert Kodagolian parece interessado em seguir os mesmos passos do amigo Atom Egoyan, que neste ano está na Mostra com o thrillerÀ Procura”. Nascido no Mar Cáspio, próximo à fronteira da Armênia com o Irã, Kodagolian se apropria de “Calendário”, longa de Egoyan produzido em 1993, para realizar “Algum Lugar Belo”.

Bem como fez Egoyan em filmes como “Exótica”, Kodagolian cria duas narrativas que correm paralelamente e, aparentemente, sem nada em comum. Na primeira delas, Elena (María Alche) viaja à Patagônia para acompanhar o marido (Anthony Bonaventura) em um trabalho fotográfico. Eles contratam um guia local (Pablo Cedrón) e uma tensão se instala quando Elena parece flertar com ele.

Na outra narrativa, o próprio Albert Kodagolian surge como o protagonista que também leva o seu nome, um cineasta abandonado pela esposa que precisa retornar à Los Angeles para cuidar de um filho pequeno. Ao contratar uma jovem babá (Matilda Anna Ingrid Lutz), Albert reflete sobre a nova vida de solteiro e repensa a dedicação à profissão que exerce, às vezes levando em consideração o conselho de dois amigos músicos: externar as dores de um rompimento através da arte, como bem fez Justin Timberlake ao entregar as suas melhores composições ao terminar com Britney Spears.

As distinções entre as duas histórias não estão presentes apenas no que se refere aos personagens, aos ambientes e situações. Enquanto as filmagens na Argentina foram realizadas em 16mm, os cenários em Los Angeles (sendo a residência justamente a que Albert mora na vida real) recebem uma aura mais caseira em 35mm. No entanto, afora o fato das narrativas se tratarem basicamente sobre um triângulo amoroso, Albert Kodagolian não consegue sincronizá-las a contento, restando ao espectador julgar se elas são relevantes ao ponto de  “Algum Lugar Belo” merecer ou não existir.

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