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Resenha Crítica | Inseguro (2014)

Inseguro | Qui vive

Qui vive, de Marianne Tardieu

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Em seu primeiro longa-metragem, a diretora Marianne Tardieu lida com um tema que certamente repercute de modo imediato diante do público: o enfado de exercer uma profissão indesejada e a difícil transição de carreira. No entanto, a também roteirista Marianne Tardieu, em parceria com Nadine Lamari, busca cercar de tensão a insatisfação do protagonista de “Inseguro”, atingindo resultados nem sempre plausíveis.

Ótimo ator que vem conquistando rapidamente o seu espaço no cinema, Reda Kateb (que estreou em “O Profeta” e visto no ano passado nas primeiras cenas de “A Hora Mais Escura“) vive Chérif Arezki, segurança de uma loja que dá para um estacionamento extenso que tem o objetivo de trabalhar na área de enfermagem. O fato de ter trinta e poucos anos o faz temer sobre as possibilidades de sucesso, especialmente por ser filho de pais imigrantes e por não aguentar mais as pressões do trabalho vindas com as perturbações de um grupo de jovens baderneiros.

As coisas não vão bem para Chérif e, consequentemente, para o filme quando ele decide arquitetar um plano que dará fim aos garotos que o denigrem, uma solução que o colocará em apuros. Sem personalidade, a condução da inexperiente Marianne Tardieu compromete a nossa cumplicidade com as ações de Chérif, causando uma indiferença que contamina “Inseguro”, atingindo até mesmo a esfuziante Adèle Exarchopoulos, inexpressiva em seu primeiro papel após o sucesso estrondoso de “Azul é a Cor Mais Quente“.

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