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Resenha Crítica | 15 Anos + 1 Dia (2013)

15 Anos + 1 Dia | 15 años y un día

15 años y un día, de Gracia Querejeta

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Em um determinado momento de “15 Anos + 1 Dia”, Margo (personagem vivida por Maribel Verdú), diz compreender muito bem o seu filho Jon (Arón Piper), o protagonista da história. Entre os inúmeros elogios, proferidos com muita convicção por Margo, há o destaque a uma postura firme que ele sustenta diante de injustiças. É claro que não há comentário mais suspeito do que de uma mãe sobre o seu filho, mas a discrepância entre o que Margo diz e quem Jon é soa no mínimo risível.

Misteriosamente indicado em sete categorias do Goya e representante da Espanha do ano passado para disputar uma vaga no Oscar em Melhor Filme Estrangeiro, essa obra dirigida e roteirizada por Gracia Querejeta acompanha Jon no exato momento em que ele é expulso da escola em que estuda. Margo acredita que a melhor saída para o seu filho e mandá-lo para a casa de seu avô Max (Tito Valverde), militar aposentado e dono de uma rigidez que deverá fazer bem ao garoto.

Ainda que esteja longe dos melhores amigos, Jon consegue se enturmar rapidamente. Elsa (Sfía Mohamed) é a que tem iniciativa em iniciar uma amizade e há até uma gangue de maus elementos liderada por Nelson (Pau Poch) interessada em contar com ele. Jon só não se dá muito bem com Toni (Boris Cucalón), um rapaz supostamente homossexual com a mesma idade que ele “contratado” por Max para lhe dar aulas particulares.

Nos primeiros minutos de “15 Anos + 1 Dia”, Jon até parece um adolescente comum com todas as dúvidas e anseios esperados. No entanto, não leva muito tempo para chegarmos à conclusão de que estamos diante de um personagem insuportável e mimado. Gracia Querejeta se esforça, mas é impossível criar qualquer empatia por um garoto mal educado, irresponsável, entediante e que jamais corresponde ao carinho com o qual é tratado pela sua família. Conferir à narrativa uma reviravolta em forma de tragédia só piora a reputação de Jon e, consequentemente, do filme.

2 Comments

  1. Porque o “misteriosamente” indicado?? Imagino que você não tenha gostado do filme, mas, talvez, por ter esse selo de indicações e prêmios, a obra tenha seus méritos.

  2. Kamila, misteriosamente porque “15 Anos + 1 Dia” não é bom, seja em termos de narrativa e direção, seja nos termos técnicos. No entanto, acredito que a ausência de um número suficiente de bons filmes espanhóis tenha colaborado para o destaque dessa obra de Gracia Querejeta no Goya. Vale também dizer que o filme não foi aprovado por nenhum colega na Mostra.

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