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Resenha Crítica | Branco Sai Preto Fica (2014)

Branco Sai Preto Fica

Branco Sai Preto Fica, de Adirley Queirós

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Dirigido por Adirley Queirós, “Branco Sai Preto Fica” consolidou sua reputação diante de um ato político na 47ª edição do Festival de Brasília, que aconteceu ao longo do mês de setembro deste ano. Ao ser anunciado como o melhor filme, houve a decisão unânime (e estabelecida previamente independente do vencedor) de dividir o valor de R$ 250 mil em partes iguais para os demais concorrentes, um meio de quebrar qualquer espírito competitivo que cerca premiações como esta. Lamentavelmente, a representatividade deste ato não corresponde às (des)virtudes de “Branco Sai Preto Fica”.

Ainda interessado na Ceilândia, cidade-satélite de Brasília e um dos principais focos da desigualdade social presente na capital federal do país, Adirley Queirós volta a fundir elementos de documentário e ficção vistos em “A Cidade é Uma Só?” em seu “Branco Sai Preto Fica”. O interesse se mantém em dois homens abatidos por ações de violência e racismo em um baile de black music na periferia. O resultado deixou o primeiro, Marquim, confinado à cadeira de rodas e o segundo, Shockito, com uma perna mecânica.

Ao invés de se limitar em colher depoimentos sobre a vida dessas duas figuras como um documentário convencional, “Branco Sai Preto Fica” dá preferência a uma estrutura experimental ao acompanhá-los em uma trama que envolve até mesmo traços de ficção científica, representados por um personagem vindo do futuro para a investigação de crimes de cunho preconceituoso. Com isso, o interesse pelos personagens se esvai e o resultado de “Branco Sai Preto Fica” se aproxima da catástrofe que é “Dia de Preto“, outra obra nacional que fracassa ao se apropriar de elementos que destoam entre si com a intenção de fazer denúncia.

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