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Resenha Crítica | O Último Poema do Rinoceronte (2012)

Estação de Rinocerontes | Rhino Season

Fasle kargadan, de Bahman Ghobadi

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

O poeta Sadegh Kamangar passou quase 30 anos de sua vida encarcerado após ser capturado durante a Revolução Islâmica, ocorrida em 1979 com a retirada do Xá Mohammad Reza Pahlevi do poder. Diretor de “Tartarugas Podem Voar” (2004), Bahman Ghobadi se sensibilizou com a história, encontrando na vocação de Sadegh Kamangar um meio de romantizar a sua jornada em “O Último Poema do Rinoceronte”.

Ator veterano que tem reduzido o seu ritmo de trabalho, Behrouz Vossoughi é quem interpreta Sadegh Kamangar, na ficção chamado de Sahel. Mesmo tendo perdido quase metade de sua existência diante do tempo que passou atrás das grades, ele obtém a liberdade mantendo em seus pensamentos alguém que ainda o motiva a viver: Mina (Monica Bellucci) o seu grande amor. O problema é que o desejo de reencontrá-la traz um fato amargo. Pensando que Sahel tinha morrido, Mina abandona o Irã para construir uma nova vida na Turquia.

Contando com Martin Scorsese nos créditos como apresentador, “O Último Poema do Rinoceronte” apresenta dois diferenciais que não encontram ressonância. A primeira está na história, gradativamente enfraquecida com a ausência de uma construção mais complexa de personagens, atingindo diretamente a relação entre Sahel e Mina, cujo amor jamais soa tão potente quanto é proferido. O apelo estético, o segundo elemento para o qual “O Último Poema do Rinoceronte” confere uma atenção especial, é comprometido no encaminhamento para o ato final, que abusa de computação gráfica para atingir os efeitos desejados, nunca atingindo-os.

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