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Resenha Crítica | Sinfonia da Necrópole (2014)

Sinfonia da Necrópole

Sinfonia da Necrópole, de Juliana Rojas

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Diretores de “Trabalhar Cansa“, Juliana Rojas e Marco Dutra já estabeleceram parcerias na mesma função em curtas. Experimentaram após a aclamação do primeiro longa-metragem uma espécie de ruptura. Ainda assim, não se afastaram completamente. Além de um projeto futuro que promete reuni-los outra vez, Juliana Rojas colaborou na montagem de “Quando Eu Era Vivo”, enquanto Marco Dutra se responsabilizou em escrever algumas canções de “Sinfonia da Necrópole”.

A separação atrás das câmeras é positiva para identificar algumas escolhas que soam mais particulares do que coletivas. Dentro do que é possível observar, Marco Dutra tem uma preferência pelo obscuro, enquanto Juliana Rojas parece gostar mais de alguns respiros de descontração ao lidar com temas sinistros. Ambientando a maior parte do tempo em um cemitério, “Sinfonia da Necrópole” mostra o atrapalhado aprendiz de coveiro Deodato (Eduardo Gomes) se empenhando em seu ofício como nunca com a chegada de Jaqueline (Luciana Paes, ótima), funcionária de uma empresa terceirizada incumbida de fazer um levantamento de túmulos abandonados.

Ao invés de aparições fantasmagóricas e almas ressentidas assombrando o lugar, há as reflexões desse protagonista de mal com a vida que busca algum otimismo justamente em uma profissão em que precisa lidar com indivíduos que já partiram. A simplicidade da encenação e o tom cômico dão ao filme uma vivacidade contagiante, mas eis que a desarmonia insiste em se infiltrar através dos números musicais. Na busca de um diferencial, Juliana Rojas cerca o seu roteiro de melodias que definitivamente não encontram vida diante de tudo o que é verbalizado.

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