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Resenha Crítica | Em Qualquer Outro Lugar (2014)

Em Qualquer Outro Lugar | Anderswo

Anderswo, de Ester Amrami

.:: 38ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Com crédito na direção de três curtas, a israelense Ester Amrami debuta como diretora de longa-metragem com “Em Qualquer Outro Lugar” compartilhando uma história que lhe é muito particular. Tendo vivido em Berlim durante 10 anos, Ester sentiu na pele certa desorientação ao estar inserida em uma cultura distinta de suas origens.

Na trama de “Em Qualquer Outro Lugar”, a atriz Neta Riskin tem uma boa interpretação ao viver Noa, alter ego de Ester Amrami. Mais do que o desejo de rever a família e matar a saudade de sua avó, cuja saúde é precária, Noa sai de Berlim após oito anos ao se decepcionar com um projeto negado em sua pós-graduação que consiste em construir um pequeno dicionário com palavras intraduzíveis.

Entre depoimentos de especialistas em Linguística colhidos por Noa, acompanhamos esta protagonista às voltas com uma mãe pouco flexível e uma irmã com uma postura pouco cordial. Com a chegada surpresa de Jörg (Golo Euler), seu namorado aspirante a ator, as coisas se intensificam e Noa estuda seriamente a possibilidade de permanecer em Israel.

Apesar de flagrar algumas particularidades curiosas quanto as tradições de Israel, como a pausa que todos fazem diante dos disparos para prestar homenagem ao Dia da Lembrança dos Soldados Caídos de Israel, os choques culturais entre um homem e uma mulher vindos de países distintos geram conflitos pouco críveis, além de haver pouca ternura nas interações familiares. Talvez um segundo longa-metragem colabore para que Ester Amrami consiga lidar com assuntos privados de modo mais incisivo.

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