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Resenha Crítica | Traição (2012)

Traição | Steekspel

Steekspel, de Paul Verhoeven

Seis anos após a obra-prima “A Espiã“, Paul Verhoeven permaneceu na sua Holanda natal para realizar “Traição”, provavelmente o primeiro projeto experimental em uma carreira marcada pela autenticidade e a liberdade para lidar com temas tabu. No entanto, o resultado não deve ter satisfeito plenamente nenhum dos envolvidos.

A ideia inicial era inaugurar um concurso para que aspirantes a roteiristas pudessem se inscrever com um texto que desse continuidade às primeiras páginas de Kim van Kooten. Ao longo de nove meses, Verhoeven recebeu nada menos do que 35 mil roteiros, não tendo se encantado com nenhum em particular. A solução foi se reunir com Robert Alberdingk e dar continuidade ao material existente com uma mescla das melhores ideias extraídas de cada roteiro avaliado.

Apesar da frustração de Verhoeven e especialmente de todos aqueles que não tiveram a chance de levar a sua história na íntegra para o cinema pela primeira vez, “Traição” atinge bons resultados e distância de catástrofes realizadas por outros veteranos que deram abertura para talentos promissores oferecerem sua contribuição a um filme, a exemplo de Brian De Palma e um grupo de estudantes de cinema na direção do terrível “Terapia de Doidos”.

Com menos de uma hora de duração, a trama abre com a festa de aniversário de 50 anos de Remco (Peter Blok), empresário bem-sucedido casado com Ineke (Ricky Koole), a típica esposa troféu. As coisas ficam feias para ele quando Nadja (Salie Harmsen), sua amante, aparece em cena grávida. Ter a jovem Merel (Gaite Jansen), melhor amiga de sua filha Lieke (Carolien Spoor), flertando com ele na cara dura não ajuda as coisas. O resultado é uma trama apimentada e descompromissada sobre infidelidade, mas que não se aproxima dos ápices de seu realizador.

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