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Resenha Crítica | As Aventuras de Paddington (2014)

As Aventuras de Paddington | Paddington

Paddington, de Paul King

Escritor veterano de histórias infantis, o britânico Michael Bond continua encantando gerações com as histórias de Paddington, um urso atrapalhado em busca de uma família após uma fatalidade que torna impossível continuar vivendo da floresta. O carinho que os ingleses têm por Paddington é tão grande que até uma estátua de bronze pode ser vista na estação que leva o seu nome.

Meme virtual à parte – alguns internautas acharam a aparência do urso tão amedrontadora que uma série de imagens de Paddington em filmes de terror se espalharam – “As Aventuras de Paddington” faz jus à obra de Michael Bond e o seu lançamento no Brasil pode fazer com que as crianças tenham um novo herói da ficção.

Segundo longa-metragem de Paul King (seu debut ocorreu com o ainda inédito “Bunny and the Bull, de 2009), “As Aventuras de Paddington” se mantém fiel às origens do personagem (originalmente dublado por Ben Whishaw, substituindo Colin Firth) ao fazer com que o casal Brown (os meigos Hugh Bonneville e Sally Hawkins) o levem para casa até que possam lhe encontrar um abrigo apropriado. Claro que o fato dos Brown terem dois filhos, Judy e Jonathan (Madeleine Harris e Samuel Joslin), e uma vovó (Julie Walters) com alguns parafusos a menos vão influenciar Paddington a cometer mais trapalhadas involuntariamente.

Divertidamente caricata, Nicole Kidman vive a vilã Millicent, uma taxidermista habilidosa com facas que deseja capturar Paddington para transformá-lo em uma atração de seu Museu de História Natural. Sempre vestindo peças elegantes, Millicent tem uma motivação bem pessoal para estar tão interessada em Paddington.

“As Aventuras de Paddington” não tem aquela autenticidade que o transformará em um novo “Babe – O Porquinho Atrapalhado”, mas é certo que a produção caprichada que concebeu Paddington e o tom certo para enaltecer uma mensagem sobre como é possível transformar um elemento inicialmente estranho como parte de uma família vão fisgar o público. Uma pena que ele não será tão amplo, pois a decisão equivocada de lançar o filme somente em cópias dubladas afastarão os adultos da dublagem descuidada de Danilo Gentili.

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