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Resenha Crítica | Godzilla (2014)

Godzilla

Godzilla, Gareth Edwards

Um dos monstros mais famosos da ficção, Godzilla precisava retornar ao cinema com fôlego renovado. Em 1998, Roland Emmerich fez uma aventura que teve uma resposta razoável nas bilheterias. No entanto, a insatisfação diante do público e da crítica especializada foi tão expressiva que a ideia de rodar uma sequência foi abandonada com o passar dos anos. Especialista em efeitos visuais e com o modesto “Monstros” como o seu único longa como diretor, Gareth Edwards parecia uma escolha acertada para ressuscitar Godzilla.

Há muitos acertos. Em termos técnicos, “Godzilla” é impecável. A criatura majestosa provoca arrepios em cada uma de suas aparições e o trabalho de som permite uma imersão em meio a destruição. Montador de “Looper – Assassinos do Futuro”, Bob Ducsay faz um trabalho cuidadoso ao conferir fluência a uma narrativa que circula em vários locais em um curto espaço de tempo. Há também a música de Alexandre Desplat novamente atuando como um elemento essencial e a fotografia do britânico Seamus McGarvey oferecendo uma beleza pouco usual no cinema catástrofe, a exemplo da sequência do HALO Jump.

Em relação a outras escolhas, “Godzilla” fica devendo. Ainda que conte com um elenco de apoio tarimbado para conferir seriedade ao material, como Ken Watanabe e Sally Hawkins interpretando cientistas e David Strathairn como um militar, a dupla de protagonistas definitivamente não funciona – o filme só ganharia se as posições dos nada carismáticos Aaron Taylor-Johnson e Elizabeth Olsen fossem ocupadas pelos veteranos Bryan Cranston e Juliette Binoche.

Há também a péssima ideia de privilegiar uma trama familiar boboca diante dos eventos catastróficos. O fator humano é indispensável a qualquer filme dessa linha, mas o roteirista novato Max Borenstein acha mesmo que o público se importaria com o reencontro de um casal tão insosso quando a verdadeira estrela é Godzilla? Que isso seja repensado na sequência já confirmada para 2018 para que a presença do monstro na tela não se resuma a meros minutos.

2 Comments

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Bom, pra ser bem sincera, não tive a mínima curiosidade de assistir a este filme e, lendo sua crítica, acho que tomei a decisão correta. Assistiria em casa, quando passar na TV.

    • Kamila, tinha boas expectativas por conta dos nomes envolvidos, mas o novato Gareth Edwards não me pareceu o sujeito mais adequado para conduzir uma produção desse porte.

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