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Resenha Crítica | Grand Central (2013)

Grand Central

Grand Central, de Rebecca Zlotowski

Gary (Tahar Rahim), o personagem principal de “Grand Central”, aparenta ser um jovem sem muitos vínculos em busca de alguma estabilidade no primeiro lugar em que lhe for oferecido um emprego. Sua parada acontece em Ródano, vale situado entre a França e a Suíça, após preencher uma vaga mal remunerada em uma usina nuclear. É o cenário perfeito para a jovem cineasta Rebecca Zlotowski, então em seu segundo longa-metragem, narrar uma história preenchida de alegorias.

Cercado de pessoas pouco confiáveis ou de temperamentos quase explosivos, Gary ainda precisa lidar com a sua atração por Karole (a sedutora Léa Seydoux), noiva de Toni (Denis Ménochet), seu companheiro de trabalho e o responsável por lhe oferecer um abrigo. A razão vem de um beijo em uma reunião entre amigos, intenso demais para ser meramente inocente.

Na relação entre Gary e Karole, Rebecca Zlotowski cria uma espécie de alusão a Adão e Eva com o registro de encontros às escondidas nos ambientes menos explorados de um matagal imenso. Neste processo, a personagem de Léa Seydoux é negligenciada ao não ter qualquer outra função além de saciar os desejos carnais, mas “Grand Central” revê a sua importância não somente por rejeitar o fruto proibido (representado, claro, por uma maçã) como ao torná-la tão radioativa quanto Gary.

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