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Resenha Crítica | No Limite do Amanhã (2014)

No Limite do Amanhã | Edge of Tomorrow

Edge of Tomorrow, de Doug Liman

Polêmicas de práticas ligadas à Cientologia a parte, a verdade é que não há um ator que esteja mais confortável no papel de astro que Tom Cruise. O cinquentão traçou o caminho de sucesso quase sem tropeços: encarou papéis juvenis com expressividade, comprovou que era um intérprete sério ao aceitar propostas que lhe garantiram prêmios (ele acumula três indicações ao Oscar) e é o principal chamariz de blockbusters, como a franquia “Missão: Impossível”.

O problema do Tom Cruise que acompanhamos nos últimos dez anos foi certa preguiça na composição de um personagem, o que permitiu a impressão de que não havia apenas a repetição de nomes (Cruise incorporou dois Jack em sequência – em “Jack Reacher: O Último Tiro” e “Oblivion”), mas também a de trejeitos. Ainda bem, o Tom Cruise de “No Limite do Amanhã” parece renovado, embora o público não tenha sido expressivo para assistir a esse grande filme de Doug Liman, talvez a melhor coisa produzida pelo cinema pipoca em 2014.

Assinada por Hiroshi Sakurazaka, a novela “All You Need Is Kill” é adaptada pelo trio de roteiristas Christopher McQuarrie, Jez Butterworth e John-Henry Butterworth. Na trama, Cage (Cruise) é um oficial militar jogado involuntariamente em um campo de batalha em que soldados são eliminados em questão de minutos por criaturas de outro planeta. Ao ser atingido por uma delas, Cage recebe o dom de retroceder o dia assim que é morto em conflito. Sendo esse fato ignorado solenemente pelos seus colegas, Cage recorre à Rita (Emily Blunt), líder das Forças Especiais que o auxiliará no preparo físico e nas estratégias para vencer o inimigo.

Com montagem brilhante da dupla James Herbert e Laura Jennings, “No Limite do Amanhã” injeta humor e adrenalina nas inúmeras tentativas em que Cage aproveita para tomar as decisões corretas e encerrar um embate entre humanos e alienígenas. Além do mais, o filme se mostra ousado ao abandonar uma estrutura bem-sucedida, preparando com isso um terceiro ato carregado de riscos e surpresas. E por fim, há uma química irretocável entre Tom Cruise e Emily Blunt.

One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Podemos dizer tudo a respeito de Tom Cruise, exceto que ele não para de tentar voltar à boa fase de sua carreira. Ele tenta, tenta, ultimamente, de preferência, no gênero de ficção científica, mas continua não dando certo…

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