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Os Cinco Filmes Prediletos de Marcelo Ferreira

Marcelo Ferreira, Alta Peliculosidade

Não importa quantos filmes um cinéfilo assiste, sempre haverá uma falta em sua bagagem devido a falta de oportunidades para explorar de modo completo uma cinematografia, uma vanguarda ou um período. Ao menos para cobrir um cinema alternativo contemporâneo, as indicações do Marcelo têm sido de grande valia. É também para exaltar sua paixão por essa linha de obras cinematográficas que ele lançou recentemente o blog Alta Peliculosidade, um espaço que privilegia os filmes que nem sempre recebem o destaque merecido na blogosfera.

Paulista formado em Publicidade e Propaganda, Marcelo acompanha a um bom tempo o Cine Resenhas. As interações através dos comentários neste espaço possibilitou a criação de uma amizade mantida com muito papo sobre cinema, literatura e algumas idas ao cinema. O convite para participar dessa sessão do nosso espaço já tinha sido pensado, mas a inauguração do Alta Peliculosidade foi perfeita para concretizá-lo.

A seguir, temos os cinco filmes prediletos de Marcelo extraídos de uma lista extensa de favoritos. São viagens surreais e emotivas que precisam ser conhecidas.

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Cinema ParadisoCinema Paradiso, de Giuseppe Tornatore (idem, 1988)

Me lembro como se fosse hoje a primeira vez que eu vi esse filme num festival de cinema vazio. Nunca mais esqueci da paixão com que Giuseppe Tornatore transmitiu sua história. Dificilmente um cinéfilo não se renda com uma das homenagem ao cinema mais puras da história. Dos inesquecíveis Alfredo e o menino Totó e, claro, da trilha sonora de Ennio Morricone. Foi em Cinema Paradiso também que deixei rolar a primeira lágrima numa sala de cinema. Então me digam: Como não amar esse filme?

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A ComilançaA Comilança, de Marco Ferreri (La grande bouffe, 1973)

A Comilança provavelmente foi a primeira grande crítica em forma de filme que eu assisti. Não entendi muito de imediato e mal comprei a ideia da história em que quatro amigos resolvem realizar um banquete e comer até morrer. Foi mesmo com o tempo que aceitei a proposta do italiano  Marco Ferreri e hoje é um daqueles filmes que mora no meu coração e na minha estante. Há quem diga que o filme é um catálogo do mal gosto, mas sou do time que adotou o fato de que se a obra faz você pensar e refletir, ela já alcançou um feito significativo!

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Estrada PerdidaEstrada Perdida, de David Lynch (Lost Highway, 1997)

Tudo aqui me encanta, me envolve, me destrói, me reconstrói e me quebra novamente. David Lynch, como de costume, ofereceu aquela experiência instigante para sonhar de olhos abertos com direito a cenas assustadoras como aquela de Bill Pullman ligando para Robert Blake. De presente, ainda temos Patrícia Arquette em dose dupla – loura e morena – e uma trilha sonora que vale a pena ouvir de cabo a rabo.

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A AntenaA Antena, de Esteban Sapir (La antena, 2007)

Quem me conhece pelo menos um pouquinho sabe que uma das coisas que mais me atrai é um filme sendo contado de maneira inovadora ou fora daquele convencionalismo que conhecemos. Pode nem ser inédito a forma que Esteban Sapír apresentou esse filme, mas me encantou instantaneamente e em cheio. Não sei se me identifiquei com ele por ser da área de comunicação, mas fiz um paralelo desse filme com nossa própria sociedade e época – o  sistema de repressão a qual somos submetidos, o poder da monopolização, o consumismo e por aí vai.

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Crash - Estranhos PrazeresCrash – Estranhos Prazeres, de David Cronenberg (Crash, 1996)

Antigamente, eu tinha vergonha de dizer que amava este filme, não sei se por medo de ser mal interpretado, mas a história do grupo de pessoas que tinha fetiche por cenários de reconstituição de acidentes parece mesmo coisa de desmiolado. E ficou a cargo de David Cronenberg nos conduziu pelas tortuosidades bizarras do livro J. G Ballard. A adaptação não poderia ter sido dirigida por outro cineasta a não ser esse canadense maluco.

One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    5 filmes bem diferentes, os escolhidos pelo Marcelo Ferreira. Dos que ele citou, meu favorito é “Cinema Paradiso”, que já disse em algumas oportunidades foi o filme que me fez apaixonar pelo cinema.

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