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Resenha Crítica | O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos (2014)

O Hobbit: A Batalha dos Cinco Exércitos | The Hobbit: The Battle of the Five Armies

The Hobbit: The Battle of the Five Armies, de Peter Jackson

Quando a saída do mexicano Guillermo del Toro da direção de “O Hobbit” foi anunciada e Peter Jackson o substituiu confirmando a divisão do breve romance de J.R.R. Tolkien em três partes que totalizam quase nove horas de duração, eram evidentes os tropeços que seriam cometidos na criação de novos personagens e do resgate de figuras conhecidas para preencher o tempo com inúmeros arcos dramáticos. Ainda não há um consenso sobre a concentração dos problemas: alguns apontam que “Uma Jornada Inesperada” é demasiadamente desinteressante, enquanto outros afirmam que “A Desolação de Smaug” frustra ao não trazer um terceiro ato com uma conclusão.

Os fãs da obra de J.R.R. Tolkien alegam que “A Batalha dos Cinco Exércitos” traz modificações não desejadas, resultando em queixas que provavelmente comprometeram as avaliações para o filme, menores do que as duas aventuras anteriores. Processo de adaptação à parte, “A Batalha dos Cinco Exércitos” fecha muito bem a nova trilogia ambientada na Terra Média, sendo também o capítulo mais bem resolvido ao se virar bem com o novelo de conflitos. Há também um desenvolvimento mais apurado de personagens, conferindo a Thorin (Richard Armitage) e ao seu exército diminuto a importância sempre negligenciada nos eventos prévios.

“A Batalha dos Cinco Exércitos” inicia do ponto em que “A Desolação de Smaug” acabou, trazendo a derrota do dragão dublado por Benedict Cumberbatch pelas mãos do modesto Bard (Luke Evans), imediatamente levado ao status de líder pela bravura de seu ato. No entanto, o feito desencadeia uma série de desavenças entre indivíduos de raças e interesses distintos, configurando a guerra anunciada no título. Há um Thorin corrompido pela cobiça (ele agora detém todo o ouro trancafiado na Montanha Solitária), Bard e os Homens do Lago, Dain (Billy Connolly) e os anões, os Orcs e Thranduil (Lee Pace) e a sua tropa de elfos. No centro de tudo, temos um destemido Bilbo Bolseiro (Martin Freeman) tentando resgatar o honesto Thorin da avareza.

Como todo bom episódio derradeiro, “A Batalha dos Cinco Exércitos” cerca a ação de perigo para todos os lados, incluindo o embate de Gandalf (Ian McKellen), Galadriel (Cate Blanchett), Elrond (Hugo Weaving) e Saruman (Christopher Lee) contra Sauron na Colina da Bruxaria. É o momento em que as coisas realmente acontecem, como o massacre movido pela ganância ou a vitória contra os inimigos para estabelecer a paz. Dentro de tudo, há os sacrifícios, sejam como provas de redenção ou amor – a resolução oferecida para a relação entre Tauriel (Evangeline Lilly) e Kili (Aidan Turner) é inegavelmente comovente. Peter Jackson não iguala a excelência da trilogia “O Senhor dos Anéis”, mas com “A Batalha dos Cinco Exércitos” transforma em realidade esforços muito dignos.

One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Perdi o segundo filme dessa trilogia e não assisti ao terceiro longa, que encerrou a mesma. Espero que estreie no Netflix, logo! rsrsrs

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