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Resenha Crítica | Simplesmente Acontece (2014)

Simplesmente Acontece | Love, Rosie

Love, Rosie, de Christian Ditter

Não costuma ocorrer com todos, mas sempre nos deparamos com uma pessoa que parece predestinada a algo, podendo ser desde uma profissão até o relacionamento com aquele ou aquela que definitivamente é a sua alma gêmea. Nos primeiros minutos de “Simplesmente Acontece”, é evidente que os melhores amigos Rosie Dunne (Lily Collins) e Alex Stewart (Sam Claflin) deveriam assumir um compromisso mais sério, pois o amor que um tem pelo outro é magnético.

O fato de temerem ir além de uma amizade construída desde a infância faz com que Rosie e Alex sempre interrompam até mesmo a vontade de se beijarem. Talvez ambos acreditem que o namoro possa destruir a intimidade construída, embora o problema mesmo seja o de iniciativa. Como essa constatação demora em ser feita por Rosie ou Alex, vem assim os encontros e desencontros quando os pares que formam com outras pessoas são selados e uma gravidez indesejada e uma vida construída em outro país dão um choque de realidade.

Tendo atualmente 33 anos, a escritora irlandesa Cecelia Ahern concebeu o livro que rendeu “Simplesmente Acontece” em 2004, batizando-o como “Where Rainbows End”. É uma jovem que entende desse riscado do romance, sendo também a responsável por “P.S. Eu Te Amo” e pela criação do seriado “Samantha Who?”. Como houve um intervalo de dez anos entre o lançamento de “Where Rainbows End” e a produção de “Simplesmente Acontece”, são perceptíveis algumas mudanças certamente impostas na adaptação.

Algumas são inevitáveis e geram alguns questionamentos sobre algumas ações. Quando amadurecem, os protagonistas passam a se comunicar por aplicativos de troca de mensagens instantâneas, mas um desabafo crucial emitido por Alex é feito por carta em tempos em que essa prática romântica sequer existe. Há também as reaproximações, sempre acontecendo em circunstâncias inoportunas para alongar a chegada do inevitável final feliz.

Até o casal central é um acerto que provoca incômodo. Lily Collins e Sam Claflin estão bem como protagonistas, ainda que a atriz não tenha a habilidade de uma Alison Lohman para convencer sempre nos doze anos retratados da vida de seu papel. Vemos o quanto eles combinam, mas era mesmo preciso tornar o roteiro desonesto ao fazê-los enganar o destino com outros parceiros totalmente desagradáveis, como o infantil Greg (Christian Cooke) ou a histérica (Tamsin Egerton)? Somam-se a tudo isso algumas cenas de humor que não funcionam (como aquele em que Rosie sai de casa presa à cabeceira de sua cama com uma algema) e o desfecho que vem sem nenhuma comemoração da plateia.

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