Skip to content

Resenha Crítica | Belas e Perseguidas (2015)

Belas e Perseguidas - Hot Pursuit

Hot Pursuit, de Anne Fletcher

Após uma bela volta por cima como protagonista em “Livre”, coadjuvante em “Uma Boa Mentira” e produtora em “Garota Exemplar”, Reese Witherspoon poderia se envolver com qualquer tipo de filme, menos uma comédia do calibre daquelas que derrubaram a qualidade de sua carreira após o Oscar por “Johnny e June”. “Belas e Perseguidas”, produção em que Reese também é produtora, não empolgou comercialmente e se tornou um dos lançamentos com a menor média da crítica do primeiro semestre deste ano, mas não é uma realização que deverá comprometer algum envolvido.

Começa divertida a história de Cooper, personagem de Reese Witherspoon. Ela é uma policial que deseja seguir os passos do pai, mas um incidente a faz ficar desacreditada diante de seu chefe (John Carroll Lynch). A chance de se redimir está em escoltar Felipe (Vincent Laresca) e Daniella Riva (Sofía Vergara), casal que entrou no programa de proteção à testemunha. Na ação, o parceiro de Cooper, o detetive Jackson (Richard T. Jones), é morto, bem como Felipe. Resta a Cooper prosseguir com a missão protegendo Daniella.

Como o esperado, Cooper e Daniella têm personalidades totalmente diferentes, fazendo com que ambas estejam em conflito em cada acontecimento, bem como encontrando soluções inusitadas para se livrar do perigo. De uma hora para outra, Cooper é vista como uma ameaça nacional enquanto Daniella está sob a mira de traficantes e policiais corruptos. O boa pinta errante Randy (Robert Kazinsky) surge na equação para ajudar as moças – ou complicar ainda mais as coisas.

Diretora do ótimo “A Proposta“, comédia romântica com Sandra Bullock e Ryan Reynolds, Anne Fletcher pouco faz em “Belas e Perseguidas”, sendo evidente a falta de sua contribuição para dar alguma sofisticação ao projeto. Pior é o caso dos roteiristas David Feeney e John Quaintance, que entregam um texto que tem como única utilidade oferecer o terreno para Reese Witherspoon e Sofía Vergara aproveitarem todo o potencial que têm como comediantes.

As atrizes estão tão entrosadas que as piadas acabam sendo elevadas de algum modo. Se de um lado Reese não guarda remorsos com as brincadeiras sobre a sua baixa estatura, do outro Sofía prossegue usando o seu sotaque como ferramenta de humor, uma repetição que definitivamente não incomodará os fãs do seriado “Família Moderna”. É o limite de “Belas e Perseguidas”, uma comédia inofensiva com uma falta de progresso narrativo que transforma os seus 87 minutos em uma experiência por vezes exaustiva.

Be First to Comment

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers:

%d blogueiros gostam disto: