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Séries nacionais para sair da rotina

Mandrake

Apesar das atualizações semestrais no mundo das séries, sempre que a HBO anuncia o lançamento de alguma produção, independente do que, paro tudo para ver do que se trata. Afinal, desde sempre, esse canal digníssimo sempre teve um alto padrão de qualidade e ousadia, produzindo séries como “Oz”, “The Sopranos”, “Six Feet Under”, “Sex And The City” e sim, “Game of Thrones”, entre muitas outras.

Dentre essas, vou citar três que saíram um pouco do óbvio: as nacionais “Mandrake”, “Filhos do Carnaval” e “(fdp)”. E sim, esse post é sobre elas, goste ou não.

Mesmo estando abaixo do padrão das grandes produções da HBO, essas séries têm lá um grande valor. Tanto por estarem acima daquilo de muitas atrações audiovisuais nacionais como por tratarem de temas nunca ou pouco abordados.

Filhos do Carnaval

A estrela de ouro delas vai para “Filhos do Carnaval” (2006-2007), protagonizada pelo saudoso cafajeste Jece Valadão como o Anésio Gebara, patriarca de uma organização criminosa baseada no jogo do bicho no Rio de Janeiro e que financiava o carnaval, investia no futebol e possuía negócios escusos no que tange as linhas transporte público. Inspirada na “vida e obra” do maior e mais poderoso bicheiro do Brasil, Castor de Andrade, a série passeia por esse submundo, que todo mundo sabe que existe, mas prefere ignorar. A série conta também com um roteiro bacana e com o ótimo Felipe Camargo, em um dos primeiros papéis após seu hiato causado por problemas pessoais.

Na segunda posição, mas por pouca diferença, está “Mandrake” (2005-2007), baseada na obra de Rubem Fonseca. Conta as aventuras cotidianas de Mandrake (Marcos Palmeira), um advogado nada convencional que atua como um abafador de crises e resolve pepinos de gente que não quer se envolver num escândalo. Gosto de dizer que “Mandrake” é aquilo que “Scandal” gostaria de ser, mas não conseguiu.

(fdp)

Por fim, abaixo das duas, mas não pior, está “(fdp)” (2012), a série que dá uma luz à vida de um juiz de futebol – algo que nunca foi explorado antes. De forma cômica, com diversas referências e clichês futebolistas, conta com as participações de jogadores como Neymar e Rincón, além do jornalista Juca Kfouri. E é bacana que a série trabalha bem isso, apesar do eterno desafio do audiovisual em representar o futebol e de ser necessário ignorar algumas atuações sofríveis que encontramos.

São séries bacanas pra quem quiser assistir algo diferente e com temáticas mais familiares.

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Paolo Enryco amadureceu em frente à tevê e por esse motivo adquiriu um humor exótico e um senso crítico rabugento. Sua formação, que varia entre o sensato e o lírico, compõe suas críticas – ou seja lá o que ele escreve aqui. Mais devaneios em Eu Penso.

2 Comments

    • Faz um tempo e procurei pra comprar e só achei na amazon gringa.
      Porém, tem nesse templo da democratização de cultura chamado Piratebay: https://thepiratebay.se

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