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Resenha Crítica | Missão: Impossível – Nação Secreta (2015)

Missão: Impossível - Nação Secreta (Mission: Impossible - Rogue Nation)

Mission: Impossible – Rogue Nation, de Christopher McQuarrie

Tom Cruise quase arruinou a continuidade da franquia “Missão: Impossível” ao protagonizar uma série de embaraços em público momentos antes do lançamento do terceiro capítulo dirigido por J.J. Abrams. De uma hora para a outra, a imagem do astro estava desgastada diante do público, em parte desistindo de vê-lo pela terceira vez como o agente secreto Ethan Hunt.

Cinco anos depois, Tom Cruise fez as pazes com o sucesso, com “Protocolo Fantasma” sugerindo novas possibilidades a “Missão: Impossível”. Aos 53 anos, o ator segue provando que tem um fôlego invejável para continuar vivendo um personagem que exige um preparo físico extremo, mas “Nação Secreta” chega para mostrar que algo se perdeu com os quase 20 anos de “Missão: Impossível”.

As premissas de “Missão: Impossível” certamente sustentariam uma nova versão para a tevê do seriado homônimo concebido por Bruce Geller em 1966, uma vez que elas se dão a partir de ciclos de ameaças que sempre se resolvem no clímax. Ao contrário das novas aventuras de James Bond, não há uma linha dramática que acompanhe Ethan Hunt a cada filme, excetuando somente o seu relacionamento pouco convincente com Julia, personagem de Michelle Monaghan em “Missão: Impossível 3” e “Protocolo Fantasma”.

É exatamente por isso que nos desinteressamos pelos desdobramentos da busca do protagonista pelo idealizador do Sindicato, uma “nação secreta” integrada por alguns agentes secretos altamente treinados não somente para desmartelar a IMF de Ethan Hunt, como também para protagonizar uma série de atentados idealizados por Solomon Lane (Sean Harris), vilão cheio de assuntos mal resolvidos com o seu próprio passado.

Parceiro constante de Tom Cruise, o diretor e roteirista Christopher McQuarrie tem dificuldades em nos inserir no mundo da espionagem, algo patente nos papéis ingratos que delegou a Jeremy Renner e Alec Baldwin, burocratas que defendem a maior parte dos diálogos explicativos do texto. A compensação está na escolha de dois personagens fundamentais e como orquestra a ação.

Deslumbrante, a Ilsa Faust de Rebecca Ferguson talvez seja o grande acerto de “Nação Secreta”, uma personagem com o poder de causar dúvida sobre o seu caráter até a sua última aparição. Resgatar Simon Pegg e o seu hilariante Benji não só garante a espirituosidade da coisa, como também tira Ethan Hunt de sua zona de conforto ao ter o seu emocional testado. Envolvê-los em embates contra inimigos em cenários como uma casa de ópera na Áustria ajuda a manter um interesse por vezes pulsante. Só será preciso impor futuramente algumas intervenções que promovam renovações a uma franquia que não pretende encontrar o seu ponto final tão cedo.

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