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Os Cinco Filmes Prediletos de José Alves Trigo

José Alves Trigo

Dos grandes momentos na minha graduação em Jornalismo, talvez o melhor tenha sido um seminário sobre fotografia, na disciplina de Linguagens e Estruturas do Discurso. Além de um passo importante para superar certa inibição para apresentar algo a um público, veio a satisfação de ter compartilhado a minha admiração pela fotógrafa Diane Arbus com competência e desenvoltura. O professor que propôs este seminário foi José Alves Trigo (ou simplesmente Trigo) e os seus elogios foram essenciais para eu saber que a transição que forcei em minha vida ao desejar atuar como um profissional de Comunicação Social foi a melhor decisão que tomei até aqui.

Tive o privilégio de rever Trigo na disciplina de Pauta, Reportagem e Redação II no primeiro semestre deste ano e nos retornos sobre as reportagens que desenvolvi encontrei uma brecha para chamá-lo para participar desta seção do Cine Resenhas. Graduado em Jornalismo pela FIAM e com mestrado em Comunicação e Mercado pela Cásper Líbero, Trigo aceitou o convite com a sua inconfundível generosidade. E o melhor: com a presença de nada menos que dois filmes de Brian De Palma, o meu cineasta favorito.

 

 

Meia Noite em ParisMeia Moite em Paris, de Woody Allen (Midnight in Paris, 2011)

Woody Allen mostra nesse filme o seu lado mais criativo.  O filme trabalha com o conceito de limiar, a transição entre realidade e virtualidade, como no filme Matrix.  A chance de conversar com os intelectuais é como se voltasse à cena o que o pensador alemão Jurgen Habermas chamou de última da história de um ser humano comum estar próximo, sentado em uma mesa de bar e conversar com Picasso, Matisse, Hemingway, Dalí e várias outras personalidades. O filme mostra que estrelas da pintura e da literatura tinham as mesmas angústias que temos no nosso dia a dia.

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Os IntocáveisOs Intocáveis, de Brian De Palma (The Untouchables, 1987)

Uma perfeita combinação de música, enredo e fotografia. Como se tudo isso não bastasse, conta com um elenco que incluia Kevin Costner e Robert De Niro.  E a direção de Brian de Palma. Lançado em 1987, devo ter assistido logo após ter chegado às telas, no final dos anos 1990. Quase 20 anos depois, em 2014, fui aos Estados Unidos e ao entrar no Grand Station, em New York,  vi a escada e na hora lembrei da antológica cena onde Costner corre para salvar um bebê que desce em um carrinho descontrolado.

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Carrie, a EstranhaCarrie, a Estranha, de Brian De Palma (Carrie, 1976)

Faz parte dos meus filmes inesquecíveis por várias razões. Primeira: por ter um misto de drama, terror e até romance. É a história de uma jovem que sofre bullying, um tema que nem era tratado em 1976, quando o filme é lançado. É  a possibilidade de vingança do adolescente. Talvez um pouco daquilo que todos temos inconscientemente (ou conscientemente), quando somos criança. Segundo pela competência de Brian de Palma (de novo). E terceiro pela beleza de Sissy Spacek, com um sorriso tão inesquecível quanto o filme. Teve uma nova versão em 2013, sem o mesmo brilho.

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Apocalipse NowApocalipse Now, de Francis Ford Coppola (idem, 1979)

Francis Ford Coppola consegue unir nesta produção, de 1979, não apenas drama, ação e aventura. Mas inclui também a música. É quase um musical com uma história de tragédia ao fundo. Entre balas que são disparadas no Vietnã e barulhos intensos de helicópteros, você tem a oportunidade de ouvir The Doors e Rolling Stones. Coppola dá uma aula de história e Marlon Brando e Martin Sheen completam o restante. Por sinal, uma aula demorada. O filme dura mais de três horas. Torna-se inesquecível também por isso.

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O Discurso do ReiO Discurso do Rei, de Tom Hooper (The King’s Speech, 2010)

Um filme de 2010 com Colin Firth interpretando a história do rei George VI, da Inglaterra. Para muitos é um filme cansativo, com pouca ação. Mas o que me impressionou foi a interpretação do ator principal e talvez por eu ser professor de comunicação, o fato  de ser possível transformar as pessoas. E o filme mostra isso. Que mesmo um rei também tem suas aflições, seus problemas, muitas vezes considerados como insuperáveis.

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One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Gostei da seleção de José Alves Trigo. Suspeito que você tenha gostado dela mais ainda por ter dois filmes de Brian de Palma. ;)

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