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10 Dicas de Filmes Para Ver na 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo

A Bruxa - The Witch

.:: 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Antes mesmo de a Mostra Internacional de Cinema em São Paulo iniciar, muitas pessoas buscam facilitar o longo processo de organização de uma programação espiando a lista de filmes confirmados. A partir dela, já é possível considerar as atrações imperdíveis. Assim, restará somente a torcida para que as sessões tenham uma sintonia para que nenhuma prioridade fique de fora.

No entanto, nem todos sabem de onde começar diante desse panorama do cinema mundial. Assim, compartilhamos com os leitores 10 dicas de filmes que pretendemos assistir para a nossa cobertura e que merecem uma atenção especial.

A Bruxa

A Bruxa, de Robert Eggers

Nova Inglaterra, 1630. Sob ameaça de ser excomungado da igreja, um agricultor deixa sua plantação colonial e se muda com a esposa e os cinco filhos para um terreno remoto no limite de uma floresta onde se esconde um mal desconhecido. Coisas estranhas começam a acontecer e os membros da família acusam a adolescente Thomasin de praticar feitiçaria, o que ela imediatamente nega. Com episódios cada vez piores, a fé, a lealdade e o amor da família são testados.

Por que assistir?: Longa-metragem de estreia de Robert Eggers, que venceu o prêmio de Melhor Direção em Sundance, “A Bruxa” já vem com uma reputação construída em alguns festivais de cinema, sendo considerado por parte da audiência e da crítica especializada o melhor filme de terror deste ano. A Universal deve lançá-lo comercialmente somente no primeiro trimestre do próximo ano no Brasil.

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A Floresta que se Move

A Floresta que se Move, de Vinícius Coimbra

Elias é um bem-sucedido executivo que trabalha em um grande banco privado do Brasil. Uma misteriosa mulher prevê seu futuro: ele se tornará o vice-presidente da empresa naquele mesmo dia e, em breve, será presidente. Ao saber da previsão, sua mulher, Clara, sugere que ele convide o atual presidente para jantar. Uma sequência de assassinatos é perpetrada pelo casal, deixando um rastro de sangue em seu caminho para o poder e tornando-os algozes e vítimas de seus próprios destinos.

Por que assistir?: Vinicius Coimbra foi laureado com cinco prêmios no Festival do Rio de 2011 por “A Hora e a Vez de Augusto Matraga”. Neste novo trabalho, há a expectativa em ver uma produção nacional inspirada em Shakespeare – neste caso, “Macbeth” -, bem como o retorno de Ana Paula Arósio, há cinco anos em um processo de recolhimento.

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A Senhora da Van

A Senhora da Van, de Nicholas Hytner

Baseado em uma história real, o longa conta a relação entre Alan Bennet, o roteirista do filme, e a singular senhora Shepherd. De origem desconhecida, ela estacionou sua van “temporariamente” em frente à garagem dele em Londres, e morou lá por 15 anos.

Por que assistir?: O britânico Nicholas Hytner estava devendo uma obra à altura de seu início promissor, formado por “As Loucuras do Rei George” e “As Bruxas de Salem”. Exibido em Toronto, “A Senhora da Van” recebeu elogios entusiasmados e pode trazer a veterana Maggie Smith em uma interpretação que deverá se destacar na temporada de premiações, como o Bafta e até mesmo o Oscar.

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Bem-vindo ao Clube

Bem-vindo ao Clube, de Andreas Schimmelbusch

Kate, uma atriz maníaco-depressiva, faz check-in em um “hotel de suicídio”, determinada a se matar. O local oferece aos clientes várias opções de suicídio e promete privacidade total. Lá, ela conhece Viktor, funcionário que explica o “menu” aos clientes. Os dois acabam se apaixonando e decidem morar juntos. No entanto, a vida com o enigmático Viktor torna-se sufocante e as tendências suicidas de Kate voltam com força total.

Por que assistir?: Sempre há na Mostra alguma produção que discuta o desejo de um protagonista em encerrar a própria existência. O debut de Andreas Schimmelbusch na direção de longa-metragem é cercado de curiosidade por trás de um ato permanente e, com isso, promete desenhar um painel de uma fatia da sociedade polonesa contemporânea.

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Experimentos

Experimentos, de Michael Almereyda

Baseado na história real do famoso psicólogo social Stanley Milgram, que em 1961 realizou uma série de radicais experimentos comportamentais. Com o uso de eletrochoque, ele buscou testar a vontade de obedecer das pessoas comuns.

Por que assistir?: Após o pouco entusiasmo com o qual “Cyberline” foi recebido, Michael Almereyda lança “Experimentos” com a promessa de ser um dos seus pontos mais altos como diretor. É também uma boa oportunidade para conhecer o psicólogo Stanley Milgram e o polêmico experimento que sustenta a narrativa.

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Flocking

Flocking, de Beata Gårdeler

Uma pequena comunidade sueca parece idílica, mas apenas na superfície. Quando Jennifer, de 14 anos, afirma ter sido estuprada pelo colega de classe Alexander, tudo muda. O rumor se espalha rapidamente e cada vez mais gente acredita que Jennifer está mentindo. É o início de um caso de perseguição de uma comunidade contra uma garota e sua família. Provas ou decisões da Justiça não significam nada em um lugar onde as pessoas estabelecem as próprias leis e regras. O mais importante é permanecer com o grupo.

Por que assistir?: A trilogia “Millennium” colocou em evidência o histórico absurdo de violência contra a mulher na Suécia. Em seu segundo longa-metragem, a diretora Beata Gårdeler utiliza esta realidade para uma trama mais intimista, que se destacou no Festival de Berlim e no Los Angeles Film Festival.

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Garoto

Garoto, de Júlio Bressane

Inspirado no conto O Assassino Desinteressado Bill Harrigan, do escritor argentino Jorge Luis Borges, o filme acompanha um jovem casal que se encontra em um lugar encantado, onde experimentam uma aventura amorosa e espiritual. Tudo muda quando o rapaz, inesperadamente, comete um crime que conduz os dois à separação. No entanto, uma série de eventos inquietantes os reunirá mais uma vez. O filme integra o programa Tela Brilhadora.

Por que assistir?: Júlio Bressane segue como um dos nomes mais importantes da cinematografia nacional ainda em atividade e a sua presença na Mostra sempre é obrigatória. Inspirando-se em Borges, o realizador carioca pode novamente conceber uma obra que permite uma série de interrogações e discussões após a sessão e ainda tem o potencial de transformar Marjorie Estiano em sua nova musa.

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Memórias Secretas

Memórias Secretas, de Atom Egoyan

Zev e seu melhor amigo, Max, fazem um pacto para dedicar os últimos dias de suas vidas à conclusão de questões do passado: encontrar e se vingar do comandante nazista que matou suas famílias durante a guerra. Max está muito frágil para deixar o asilo, mas Zev, mesmo com Alzheimer, embarca em uma jornada para encontrar seu algoz.

Por que assistir?: Maior destaque do cinema canadense, Atom Egoyan desapontou ano passado com “Sem Evidências” e “À Procura“, dois dos momentos menores de sua carreira. “Memórias Secretas” vem com a promessa de reconquistar um público desacreditado, bem como o de lançar luz em um episódio histórico a partir de uma perspectiva original e angustiante.

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O Filho de Sal

O Filho de Sal, de László Nemes

Outubro de 1944, campo de Auschwitz-Birkenau. Saul Ausländer é um húngaro que integra o Sonderkommando, grupo de prisioneiros judeus forçados a ajudar os nazistas no extermínio em larga escala. Trabalhando nos crematórios, Saul descobre o corpo de um garoto que acredita ser seu filho. Enquanto o Sonderkommando planeja uma rebelião, Saul decide se lançar em uma tarefa impossível: salvar o corpo da criança das chamas, encontrar um rabino para o Kadish e dar ao menino um enterro apropriado.

Por que assistir?: Primeiro longa-metragem do cineasta húngaro László Nemes, “O Filho de Saul” saiu de Cannes com vitórias em nada menos que quatro categorias, entre elas o Grande Prêmio do Júri. Um dos primeiros títulos confirmados nesta edição da Mostra, o filme é presença certa no próximo Oscar, na categoria de Melhor Filme Estrangeiro.

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O Inquilino

O Inquilino, de Alfred Hitchcock

Um serial killer conhecido como “O Vingador” está à solta em Londres, assassinando mulheres loiras. Um homem misterioso chega à casa do Sr. e da Sra. Bunting procurando um quarto para alugar. Um dos detetives designados para o caso, namorado da filha dos Bunting —uma modelo loira—, começa a suspeitar que o inquilino possa ser o assassino em série.

Por que assistir?: Antes de ser mundialmente reconhecido como o mestre do suspense, Alfred Hitchcock teve um início de carreira que não revelava o grande diretor que um dia se tornaria. A exceção desta etapa, conhecida como “fase britânica”, é “O Inquilino”, um dos mais belos filmes mudos já produzidos. É um título que não pode deixar de ser visto pelos cinéfilos interessados pelas retrospectivas da Mostra.

One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Uma pena que eu não moro em São Paulo para poder acompanhar a Mostra. Aproveite!!!

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