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Resenha Crítica | Todas as Cores da Noite (2015)

Todas as Cores da Noite

Todas as Cores da Noite, de Pedro Severien

.:: 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

No prólogo de “Todas as Cores da Noite”, há uma desorientação provocada pelo diretor Pedro Severien, pernambucano que iniciou a carreira com o curta “Carnaval Inesquecível” e agora debuta em longa-metragem. Isso porque a protagonista Iris (a intensa Sabrina Greve) verbaliza, por meio de narração em off, uma retrospectiva de sua relação com uma amiga, Tiara (Giovanna Simões) e de episódios recentes que levarão ao corpo sem vida que está na sala de estar de sua casa à beira da praia.

Ainda que tudo continue orbitando em torno de Iris, há outras duas mulheres que serão inseridas neste mistério. A primeira é Fernanda (Brenda Lígia), que promete soluções para se livrar do cadáver anônimo ao mesmo ponto que evidencia os ressentimentos de sua amizade com Iris. A segunda é Elga (Sandra Possani), uma senhora que vem para organizar os cômodos sem que se importe com o que aconteceu na noite anterior.

Pode ser que estejamos diante de um assassinato, de um acidente ou de um cenário construído pela mente desequilibrada de Iris, mas Pedro Severien está mais interessado nas possibilidades de desconstruir uma narrativa convencional do que elucidar mistérios. Assim vem os monólogos em tom teatral, bem como a realidade distorcida para experimentar algumas possibilidades da ferramenta audiovisual. Já vimos isso inúmeras vezes: a excitação de um diretor de primeira viagem reproduzida em vivências que jamais se comunicam com a audiência a que elas se destinam.

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