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Resenha Crítica | Túmulos e Ossos (2014)

Túmulos e Ossos (Grafir & Bein)

Grafir & Bein, de Anton Sigurdsson

.:: 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Definitivamente não temos acesso ao cinema da Islândia e o Foco Nórdico da Mostra Internacional de Cinema em São Paulo vem para preencher esse vazio em cinéfilos que dependem de outros meios para conhecê-lo. O assunto fica ainda mais restrito quando se fala em produções de terror. Já pudermos ver bons representantes vindos da Dinamarca (“Quando os Animais Sonham”) e Suécia (“Deixe Ela Entrar”). Não será “Túmulos e Ossos” um bom exemplar para suprir qualquer lacuna envolvendo a terra natal da Björk.

A história acompanha Gunnar (Björn Hlynur Haraldsson) e Sonja (Nína Dögg Filippusdóttir), um casal em frangalhos. Ele passa por uma crise financeira ao ter o seu nome associado a um processo de ilegalidade em um negócio que mantém com o melhor amigo. Ela segue abatida com a morte prematura da filha que concebeu. De algum modo, a oferta de cuidar da sobrinha de Gunnar, Perla (Elva María Birgisdóttir), no interior da Islândia pode afastá-los da tormenta que arrasou suas vidas. Ou intensificá-la paulatinamente, como será o caso.

Essa premissa básica demora um tempo precioso para ser estabelecida. Quando o terreno para a propagação de sustos está preparado, as coisas pioram ainda mais. O diretor Anton Sigurdsson se deixa levar pelas soluções mais estapafúrdias do gênero, sempre dando a impressão de que definitivamente não está seguro na condução de seu primeiro longa-metragem. Há sempre uma anedota de péssimo gosto quando alguma manifestação sobrenatural parece se anunciar, como o barulho de um vidro se despedaçando para o que será depois um gato andando no porão ou alucinações que não levam a lugar algum.

Há até uma sugestão de que tudo se encaminhará para um horror dramático que tem como principal alicerce a maternidade, mas as conexões da pequena Perla com algo obscuro e as DRs de Gunnar e Sonja são tão enfadonhas que chegamos a um ponto em que não nos importarmos mais com a resolução para tudo. Bem como Anton Sigurdsson, que prepara para o próximo ano um thriller sobre um professor de sociologia e o desaparecimento de uma aluna. Se não chegar aqui, não fará a menor falta.

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