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Resenha Crítica | Cruel (2014)

Cruel

Cruel, de Eric Cherrière

.:: 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Francês de 41 anos, Eric Cherrière iniciou a carreira como roteirista de dois longas vistos por quase ninguém, “La petite fille aux os brisés” e “Calibre 9”, tendo assim uma carreira mais expressiva como autor de romances policiais. Há agora a tentativa de debutar como diretor de um longa-metragem com “Cruel”, trazendo a tentativa sempre perturbadora de acompanhar os passos de um assassino em série.

Há grandes filmes sobre protagonistas perversos, mas Eric Cherrière definitivamente não atinge o mesmo feito de outros estreantes que lidaram com a mesma abordagem, mas tendo como base figuras reais, como John McNaughton em “Retrato de um Assassino” e Patty Jenkins em “Monster – Desejo Assassino”. É como se estivéssemos diante de um Supercine europeu um pouquinho mais sugestivo em sua violência.

Seria injusto dizer que Jean-Jacques Lelté não está bem na pele de Pierre Tardieu, um quarentão que segue todos os protocolos de um psicopata, como a infância brutalizada e a crença de que sufoca traumas com a morte de inocentes. Se a sua já falecida mãe cometia uma série de abusos, o pai resiste a morte ao atormentá-lo com a sua invalidez, silêncio e misoginia.

São bons os momentos entre assassino e próxima vítima, que sempre frustam a expectativa pela sobrevivência pelo mal encarnado em Pierre. No entanto, qualquer sofisticação digna de um “O Silêncio dos Inocentes” que isso renderia inexiste com o investimento não somente em uma trama policial muito ruim com a incompetência de agentes em localizar evidências, como também em um romance que desencadeia uma queda de ritmo e de estética irreversíveis.

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