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Resenha Crítica | Walter (2015)

Walter

Walter, de Anna Mastro

.:: 39ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Dois anos após a estreia em longa-metragem com “Noite De Briga”, Jonathan Dillon fez o curta “Walter”, sobre um sujeito que afirma ser um dos filhos de Deus (“Não Jesus, o barbudo”, logo afirma) com o dom de determinar o destino de cada indivíduo que vê ao longo do dia, sendo ele o paraíso ou o inferno. Agora, o autor dessa premissa, Paul Shoulberg, vem com uma versão em longa sem nenhum envolvimento de Jonathan Dillon.

A responsabilidade de assumir a direção do projeto coube a estreante Anna Mastro, atualmente comprometida com o remake em inglês de “Moscou, Bélgica”. O primeiro ato é basicamente os 15 minutos do original, que também traz o mesmo intérprete, Andrew J. West. Walter acorda antes que a meia dúzia de alarmes o desperte, toma banho, veste-se, como o omelete feito por sua mãe (Virginia Madsen), apanha o ônibus e finalmente inicia o atendimento aos clientes de um cinema, sendo responsável por recolher os tickets – claro que até esse ponto ele já definiu o destino de um sem número de almas.

Outros elementos persistem na adaptação, como a atração por Kendall (Leven Rambin) e a tolerância pela intransigência de Vince (Milo Ventimiglia), sendo ambos os seus colegas de trabalho. A novidade está na inserção de Greg (Justin Kirk), um fantasma que passa a assombrar Walter não somente para que ele decrete para qual plano espirititual ele, um suicida, permanecerá, como também interferir no casamento de sua mulher, Allie (Neve Campbell). Outro elemento inédito é a presença de um terapeuta (William H. Macy) com um modus operandi nada convencional.

De algum modo, “Walter” concentra tudo o que reduz a comédia indie a um segmento de produção onde nem sempre conseguimos encontrar algo realmente válido e divertido. Há estranhezas espalhadas em todos os cantos de “Walter”: as cores saturadas, o dano a uma rotina com regras até então seguidos à risca, a proximidade com as leis divinas, o drama advindo de um passado rememorado, entre outras coisas. Tudo isso não leva a lugar algum e nos fazem questionar a existência de um material que sequer foi satisfatório em sua primeira encarnação.

One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Não tinha ouvido falar sobre esse filme ainda, mas parece bem interessante!

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