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Prêmio Review | Melhores de 2015: Direção

Prêmio Review - Melhor Direção - George Miller - Mad Max Estrada da Fúria

Entre as décadas de 1970 e 1990, o cinema australiano passou a ser movido com a potência de novas vozes, resultando em produções que ultrapassaram as barreiras da terra dos cangurus para invadir Hollywood e o mundo. Não somente alguns intérpretes como Nicole Kidman, Russel Crowe, Hugo Weaving, Guy Pearce, Toni Collette e Paul Hogan se transformaram em astros, como também muitos diretores migraram para conduzir grandes produções em outros países.

Bem como Peter Weir, Jane Campion, Baz Luhrmann, P.J. Hogan, Phillip Noyce e tantos outros, George Miller começou a carreira com um filme independente cujos ecos foram notados por públicos de todos os cantos do mundo, transformando a cinematografia australiana em uma arte com um diálogo universal. Porém, somente Miller tem hoje uma saga a qual continua revisitando para as novas gerações: “Mad Max”.

Absolutamente tudo conspirava para o fracasso de “Mad Max: Estrada da Fúria“: a substituição do grande Mel Gibson pelo pouco carismático Tom Hardy, as constantes mudanças de cronograma para as filmagens e os adiamentos no lançamento nos cinemas, um indício de que há muitos problemas a serem revertidos na ilha de edição. Felizmente, as estimativas pouco favoráveis não condizem com o resultado final, no qual George Miller outra vez revê a saga que o levou a fama ao capturar temas pertinentes ao nosso contexto, como o esgotamento de recursos naturais e o empoderamento feminino, como combustíveis de uma ação insana e em movimento contínuo. [texto originalmente publicado no Cinema de Buteco]

Outros indicados: Damien Chazelle (Whiplash: Em Busca da Perfeição) | Denis Villeneuve (Sicario: Terra de Ninguém) | Miroslav Slaboshpitsky (A Gangue) | Roman Polanski (A Pele de Vênus)

Em 2014: Alexander Payne, por Nebraska
Em 2013: 
Alfonso Cuarón, por Gravidade
Em 2012:
Michel Hazanavicius, por O Artista
Em 2011: Denis Villeneuve, por Incêndios
Em 2010:
Roman Polanski, por O Escritor Fantasma
Em 2009: Yôjirô Takita, por A Partida
Em 2008: Joe Wright, por Desejo e Reparação
Em 2007: William Friedkin, por Possuídos

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