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Resenha Crítica | Como Eu Era Antes de Você (2016)

Me Before You, de Thea Sharrock

Quando vendeu os direitos de suas novelas “Uma Carta de Amor”, “Um Amor Para Recordar” e “Diário de Uma Paixão”, Nicholas Sparks não era um nome reconhecível para todos os amantes da literatura romântica. Hoje, responde por um “império” de best-sellers, mas a sua forma nos cinemas vem se desgastando. Não é preciso ir além da sinopses para deduzir os rumos de suas mais recentes adaptações e o público as têm ignorado drasticamente – o seu mais novo “A Escolha” fechou o caixa com apenas 18 milhões de dólares nos Estados Unidos.

A britânica Jojo Moyes vem como uma nova opção, uma Nicholas Sparks de saias. Ela mesma cuida da adaptação para o cinema de seu famoso “Como Eu Era Antes de Você” e as estimativas soam promissoras. Em sua estreia, o filme já cobriu o seu orçamento de 20 milhões e é fácil testemunhar garotas às lágrimas nas passagens mais dramáticas. Portanto, será uma questão de tempo até que novas transposições dos livros de Moyes ganhem vida.

Intérprete de Daenerys Targaryen em “Guerra dos Tronos”, Emilia Clarke é a protagonista Lou Clark, uma jovem de 26 anos dispensada do pequeno café em que trabalhava há seis anos. A cidadezinha em que vive passa por um momento de crise e o seu pai, Bernand (Brendan Coyle) a pressiona a conseguir algo para ajudar nas despesas domiciliares. Sem qualquer preparo, ela topa trabalhar como uma cuidadora informal de Will Traynor (Sam Claflin), rapaz de 31 anos que perdeu a maior parte dos movimentos corporais após um acidente.

O jogo de opostos se inicia. Lou é uma tagarela de origem humilde que adora usar roupas coloridas, além de ser um par perfeito para Patrick (Matthew Lewis) um ciclista banana com ambições em atravessar um circuito de dois mil quilômetros na Noruega. Já Will é um ricaço que repousa em seu castelo lidando com a amargura com sarcasmo, filmes europeus e o rancor em ver a sua ex-namorada casando com o seu melhor amigo. É a atração entre opostos, com ela amadurecimento com a perspectiva de que há um mundo enorme para abraçá-la enquanto ele reavalia a sua vontade em continuar vivendo na situação em que está confinado permanentemente.

Os protagonistas defendem bem os personagens e criam  um entrosamento em cena favorável para a história de amor prevalecer diante das adversidades, mas é o velho caso de romantizar em excesso o que é naturalmente cru e doloroso. Mesmo com intenções que se pretendem honestas, Jojo Moyes, em conjunto com a direção personalidade de Thea Sharrock, confere a tudo uma estética de conto de fadas, com os limões da vida rendendo viagens internacionais e um troco para um frasco de perfume. Se Moyes não aprimorar a fórmula, é bem capaz de suas adaptações terem o mesmo destino daquelas assessoradas por Sparks.

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