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Os Cinco Filmes Prediletos de Cláudia Nonato

No ano passado, as aulas da disciplina de Jornalismo Social e Comunitário foram ministradas por Cláudia Nonato. Adorei o seu método de ensino, sempre trazendo em sala profissionais e especialistas que nos apresentavam um panorama exclusivo de alguma das várias áreas de atuação no jornalismo. Havia também o interesse por filmes como uma ferramenta de trabalho, exibindo para nós a ficção “Uma Onda no Ar” e o documentário “Junho – O Mês que Abalou o Brasil“.

Nesta reta final da minha graduação, reencontro Cláudia, novamente como a minha professora. Agora, sinto ter conquistado a sua amizade, sendo uma excelente ouvinte e conselheira para todos os meus anseios de uma fase tão complicada de minha formação. Por tudo isso, fiz um convite à Cláudia para esta seção do Cine Resenhas, acreditando que as suas dicas seriam muito importantes para aqueles que desejam conhecer nos filmes as responsabilidades e dilemas por trás de sua profissão, a qual exerce com um afeto exemplar.

Agora, fiquem com as palavras de Cláudia:

Eu sou e sempre serei uma jornalista, mas atualmente a educação se faz muito presente em minha vida. E, ao receber esse carinhoso e difícil desafio, de escolher cinco filmes (entre milhares que eu adoro), a primeira ideia que me veio à mente foi selecionar cinco filmes que falem de educação, escola, ser professor. Além disso, pensei em filmes que me remetem à uma memória afetiva. Em ordem cronológica, escolhi:

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Ao Mestre, Com CarinhoAo Mestre, Com Carinho, de James Clavell (To Sir, with Love, 1967)

Clássico das sessões da tarde, com o astro negro Sidney Poitier no papel principal, como um engenheiro desempregado, que aceita trabalhar como professor de uma escola do subúrbio inglês. Cheio de clichês, como casos de rebeldia, indisciplina, preconceito, alunas que se apaixonam e bailes de formatura, entre outros, o filme encanta também por conta da canção tema, “To Sir, with Love”, na voz da cantora Lulu.

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Grease - Nos Tempos da BrilhantinaGrease – Nos Tempos da Brilhantina, de Randal Kleiser (Grease, 1978)

A escola aparece apenas como pano de fundo para esse musical. Hoje talvez fosse comparado a mais um dos milhares de filmes estilo “High School Musical”, mas na época o filme foi (e ainda é) um sucesso: levou o Globo de Ouro de melhor filme e o Oscar de melhor canção original, ambos em 1979. O filme retrata o comportamento dos jovens dos anos 50, na Califórnia. As músicas realmente são inesquecíveis, assim como a presença dos atores Jonh Travolta e Olivia Newton-John que, além de lindos, cantavam, dançavam e se tornaram ídolos de toda uma geração.

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Pro Dia Nascer FelizPro Dia Nascer Feliz, de João Jardim (idem, 2006)

Não poderia deixar de falar do Brasil, e esse filme retrata muito bem a nossa educação, mostrando a vida de adolescentes, ricos e pobres, de escolas públicas e particulares de três Estados brasileiros: São Paulo, Rio de Janeiro e Pernambuco. Questões como desmotivação, violência e desigualdade inquietam e angustiam alunos, professores e também a quem assiste o filme. Uma dura realidade que todos precisamos conhecer.

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Entre os Muros da EscolaEntre os Muros da Escola, de Laurent Cantet (Entre les Murs, 2008)

Esse filme se passa na França, e é interessante porque mostra que a realidade da educação de lá não é tão diferente da nossa, além de trazer questões contemporâneas. Alunos de diversas etnias e raças (asiáticos, africanos, franceses), questões familiares, sociais, políticas. Todos os problemas giram em torno de um grupo de professores de uma escola de ensino médio da periferia de Paris, principalmente em François, professor de língua francesa, que luta contra o desinteresse e a falta de educação dos alunos, em busca de estímulo para as aulas.

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A OndaA Onda, de Dennis Gansel (Die Welle, 2008)

O filme é inspirado no livro homônimo, de 1981. A história se passa em uma escola alemã, que oferece cursos rápidos, de uma semana. O professor Rainer é designado para dar o curso de autocracia contra a sua vontade, porque preferia dar o curso de anarquismo. Logo na primeira aula, os alunos duvidam que possa voltar a nascer uma ditadura na Alemanha, e o professor resolve, como demonstração, formar um governo fascista dentro da sala de aula. O que era, a princípio, uma brincadeira, acaba tomando proporções incontroláveis para todos. O filme é assustador e, ao mesmo tempo, muito atual.

One Comment

  1. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Adorei as escolhas de Cláudia! Como professora, você vê que ela valoriza os filmes que falam sobre esse ofício!

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