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Os 10 Grandes Momentos de Nicole Kidman no Cinema

Nesta segunda-feira, Nicole Kidman celebra o seu 49º aniversário realizada como atriz, produtora, mãe e esposa. Antes uma mulher que vivia à sombra de Tom Cruise, Nicole conseguiu dar a volta por cima garfando grandes papéis em filmes inesquecíveis, chegando a se tornar a atriz mais bem paga em Hollywood.

Uma instabilidade se impôs com uma sucessão de fracassos e esforços em filmes que não correspondiam integralmente ao seu talento, mas hoje a atriz volta a navegar em mares sem tormentas. Retornou aos palcos com grande êxito em “Photograph 51” (há planos em converter a peça em longa-metragem com Nicole reprisando o papel da cientista Rosalind Franklin), fez as pazes com a crítica com “As Aventuras de Paddington”  e “The Family Fang” e está com dois grandes projetos na tevê: “Big Little Lies”, o qual também produz ao lado de Reese Witherspoon, e a segunda temporada de “Top of the Lake”, de Jane Campion. E ao contrário do que alguns tabloides anunciam, o casamento com o músico Keith Urban vai muito bem, obrigado.

Nunca houve suspeitas de que Nicole Kidman é a nossa atriz favorita e não poderíamos perder a oportunidade de homenageá-la nesta data tão especial. Para isso, preparamos uma lista com 10 grandes momentos da australiana no cinema. Como toda a lista, há as ausências sentidas (ela tem uma coleção de cenas inesquecíveis em “Terror a Bordo”, “Um Sonho Sem Limites”, “Revelações”, “Terra Estranha” e até mesmo “Esposa de Mentirinha“, onde ela mostra um lado descontraído inesperado), mas estamos felizes com as nossas escolhas, que não seguem uma ordem de preferência.

Ah, e não se esqueçam que havíamos preparado uma outra homenagem em 2014. Para revê-la, basta clicar aqui.

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#10. Os créditos iniciais de Retratos de Uma Mulher

A cineasta Jane Campion foi uma das figuras mais influentes na carreira de Nicole Kidman, descobrindo a atriz quando ainda era uma pré-adolescente dando os seus primeiros passos no teatro australiano. Nesta primeira colaboração entre as duas, o romance de Henry James ganha uma sintonia com a mulher contemporânea graças à sequência de créditos iniciais, sem dúvidas uma das mais belas já concebidas. Devaneios sobre a sedução de um beijo e as várias faces femininas se mesclam com a confusão emocional expressa pela Isabel Archer de Nicole.

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#9. O monólogo em De Olhos Bem Fechados

Seria justo dizer que a carreira de Nicole Kidman se divide entre antes e depois da colaboração com Stanley Kubrick. Presa em Londres por mais de um ano para rodar a sua participação em “De Olhos Bem Fechados”, Nicole viria a se livrar da sombra de Tom Cruise, de quem se divorciou dois anos depois. O amadurecimento é patente no monólogo de sua Alice Harford sobre uma fantasia sexual que permite ao filme mergulhar na obscuridade de desejos reprimidos. As expectativas geradas pela sugestão de erotismo acabam se frustrando, mas Nicole segue como um de seus maiores trunfos ao dar um banho de atuação sobre Tom.

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#8. O número musical “Diamonds Are a Girl’s Best Friend”, de Moulin Rouge – Amor em Vermelho

Em entrevista recente, Nicole Kidman disse que em toda a sua filmografia, considera “Moulin Rouge” como um filme que abalou as estruturas do mundo. Pois não apenas o musical de Baz Luhrmann foi responsável por abrir as portas do gênero para este século em Hollywood, como fez Nicole ser vista como alguém com um talento inquestionável. Muito mais do que uma homenagem a “Os Homens Preferem as Loiras”, o número “Diamonds Are a Girl’s Best Friend” simboliza também o nascimento de uma nova estrela.

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#7. “Eu sou a sua filha”, em Os Outros

Se “Moulin Rouge” transformou Nicole em uma atriz classe A em Hollywood, “Os Outros” evidencia a sua singularidade como uma estrela que poderia pertencer à Era de Ouro. Portanto, a junção do nome de Grace Kelly com o sobrenome de James Stewart para batizar a sua personagem na obra-prima de Alejandro Amenábar não é gratuita. É um dos filmes mais assustadores já produzidos e Nicole está totalmente plena ao dar vida a uma mulher instável.

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#6. “Você não pode encontrar a paz evitando a vida”, em As Horas

Trabalhando sem interrupções, é difícil imaginar como Nicole foi capaz de encontrar tempo para o complexo trabalho de composição para viver a escritora britânica Virginia Woolf. Tanto esforço foi retribuído com o Oscar de Melhor Atriz, embora hoje ela reveja o período como de grande êxito profissional e de fracasso pessoal – além de divorciada, estaria sem ver os filhos adotivos, que sempre estiveram sob a custódia de Tom Cruise. Os fatores de sua vida privada colaboraram positivamente para dar vida a uma figura real sempre mergulhada na melancolia e que encontrava algum conforto em sua própria arte.

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#5. A conclusão de Dogville

Nicole Kidman estava com o mundo aos seus pés após a vitória no Oscar por “As Horas”. Como muitas atrizes fazem, poderia ter assinado um contrato milionário para protagonizar uma comédia esquecível (é o que fez dois anos depois em “Mulheres Perfeitas”). Mas provou ser a mais ousada em seu meio ao encarar ninguém menos que o dinamarquês Lars von Trier no magnífico “Dogville”. A conclusão, daquelas que causam uma satisfação perversa, vai ao encontro de uma carreira que está disposta a assumir qualquer risco.

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#4. O close-up em Reencarnação

Nicole até hoje lamenta a recepção negativa de “Reencarnação”, ainda que o segundo longa-metragem de Jonathan Glazer esteja sendo reavaliado mais de dez anos após o seu lançamento. Há uma razão para a atriz defender com fervor essa obra que compreende a dor do luto a partir de uma premissa que sugere uma investida no fantástico. Nicole não tem aqui explosões dramáticas. É justamente em sua contenção em que mapeamos o que se passa em sua mente, como no fabuloso closeup de dois minutos em seu rosto com a ópera de Richard Wagner.

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#3. A dor da perda em Reencontrando a Felicidade

Após a indicação ao Globo de Ouro por “Reencarnação”, Nicole Kidman viveu uma fase de crise em sua carreira, enfrentando fracassos comerciais, bons dramas independentes que não contaram com o respaldo da crítica e do público e notícias sucessivas sobre as intervenções cirúrgicas que teria submetido o seu belo rosto. “Reencontrando a Felicidade” veio como a solução para os impasses, fazendo-a ser uma finalista ao Oscar de Melhor Atriz. A sua Becca faz um contraponto interessante ao marido interpretado por Aaron Eckhart, sendo a figura que se desapega dos itens materiais para superar a perda do filho. É uma dor que nunca se dissipará, como se vê em seu descontrole emocional no clímax da história.

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#2. O orgasmo na prisão em Obsessão

Uma intérprete que trabalhou com Stanley Kubrick, Jonathan Glazer e Lars von Trier certamente não tem medo de se expor, mas Nicole Kidman atinge um novo patamar ao trabalhar com Lee Daniels em “Obsessão”. O drama deu o que falar em sua première no Festival de Cannes, sobretudo pelas cenas protagonizadas por Nicole. Na melhor delas, o presidiário interpretado por John Cusack atinge o orgasmo em uma relação sexual sem qualquer contato físico. Uma pena que o filme seja uma bagunça.

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#1. O monólogo em Segredos de Sangue

Embora a primeira produção em inglês do coreano Park Chan-wook seja um espetáculo de suspense, o lançamento não foi dos mais favoráveis. É mais um caso na filmografia de Nicole Kidman de título que deverá ser reavaliado com o tempo. Ela foi a escolha perfeita para o papel secundário de um roteiro que corresponde a todos os silêncios e atmosferas reconhecíveis na obra do cineasta, protagonizando um monólogo sobre maternidade de gelar a espinha.

3 Comments

  1. Paulo Ricardo Paulo Ricardo

    Gostei da lista.Estou pensando seriamente em rever “Segredos de Sangue”.

    • Paulo, “Segredos de Sangue” é de longe o meu filme favorito dela entre todos que protagonizou após “Reencarnação”.

  2. Cinéfila por Natureza Cinéfila por Natureza

    Nicole é uma das minhas atrizes preferidas! Você citou dois dos meus momentos favoritos dela: a primeira cena dela em “Moulin Rouge!”, que é impactante por demais, e a cena da descoberta do grande segredo de “Os Outros”. Considero o ano de 2001 como o mais importante da carreira dela. O ano em que tudo mudou para Nicole, ainda mais se considerando tudo o que ela estava vivendo em sua vida pessoal.

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