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Resenha Crítica | Contágio – Epidemia Mortal (2015)

Maggie, de Henry Hobson

Desde que George A. Romero popularizou em “A Noite dos Mortos-Vivos” que o filão dos filmes de mortos-vivos não saiu de moda. No entanto, a remodelação da tradição é inevitável com a vinda de novas gerações, tendo a mais atual encontrado um ponto de sustentação com o seriado “The Walking Dead”, no ar há sete temporadas.

Se o excesso faz os fãs se depararem com muitas bobagens, há ao menos o espaço para alguns realizadores experimentarem novas possibilidades para o cenário pós-apocalíptico com seres dados como mortos. É o que faz Henry Hobson, estreante então afeito ao design de sequência de créditos iniciais e finais.

Em “Contágio – Epidemia Mortal”, que chega ao Brasil direto em homevideo após muitas indecisões quanto ao seu lançamento e título nacional, há um viés mais dramático e menos aterrorizante de um planeta tomado por vírus que transforma paulatinamente os infectados em zumbis. Não é o que se espera de um filme que tem um lado de seu protagonismo defendido por Arnold Schwarzenegger, o que certamente frustrará muitos espectadores.

Na realidade, Schwarzenegger, que aceitou o papel sem embolsar um tostão de cachê, é um suporte para Abigail Breslin, que interpreta a sua filha Maggie, uma adolescente acometida por uma infecção que desliga a sua humanidade até se mover unicamente pelo desejo em devorar a carne de seus semelhantes. Como a mãe (Joely Richardson) se afastando cada vez mais, resta ao pai zelar por Maggie, que já atravessou estágios de transformação considerados perigosos para permitir que ela prossiga vivendo em sociedade.

Para um filme que figurou na black list de grandes roteiros não produzidos, “Contágio – Epidemia Mortal” não é necessariamente especial ou inesquecível. A sua autenticidade está em descartar a tendência de visualizar no caos mundial um recurso para extrair um comentário social. O que move a trama é uma consciência mais intimista, observando os sacrifícios de pais diante de uma criação que não terão uma existência tão longeva quanto a deles. Justamente o que vem a ser o verdadeiro horror compartilhado por adultos responsáveis por vidas ainda jovens.

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