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Resenha Crítica | 13 Minutos (2015)

Elser, de Oliver Hirschbiegel

.:: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

O alemão Oliver Hirschbiegel é só mais um caso de cineasta estrangeiro que fracassou em seu ingresso em Hollywood após produzir um filme que causou impacto mundial. Gavin Hood (“Infância Roubada”), Florian Henckel von Donnersmarck (“A Vida dos Outros”) e Susanne Bier (“Em Um Mundo Melhor“) são apenas os nomes de alguns de seus colegas.

Após os sucessos de “A Experiência” e de sua obra-prima “A Queda: As Últimas Horas de Hitler”, Hirschbiegel se meteu em três enrascadas em língua inglesa. Além de ter perdido o controle criativo de “Invasores“, ainda teve de engolir o seu “Rastros de Justiça” sendo lançado na tevê quando a intenção original era uma estreia nos cinemas e todas as vaias direcionadas ao seu equivocado “Diana“.

Exausto, o realizador tenta fazer as pazes com a melhor versão de si mesmo em “13 Minutos”, drama que, assim como “A Queda”, é ambientado na Segunda Guerra Mundial. E a história é fascinante. Trata-se do resgate de Georg Elser, figura heroica hoje pouco lembrada pela história que teria arquitetado um plano para matar Adolf Hitler. Se os 13 minutos que afastam a saída do Fühler de uma reunião com a detonação de uma bomba não existissem, Elser teria mudado radicalmente o curso do mundo.

O roteiro da dupla Fred Breinersdorfer e Léonie-Claire Breinersdorfer deixa claro já em seu prólogo que o plano resultou mal-sucedido, dando espaço para compreender como Elser (interpretado pelo ótimo Christian Friedel, de “A Fita Branca”) chegou ao ponto de protagonizar sozinho uma ação tão arriscada. Em meio a torturas, omissões, ameaças e golpes, o seu passado é encenado.

“13 Minutos” tem um primeiro ato bem efetivo, sendo ágil ao ilustrar certa opulência na adoração a um ditador visualizado somente por alguns segundos à distância e a vulnerabilidade de Elser, um homem sem qualquer traço de bravura. Infelizmente, os desdobramentos vão perdendo fôlego na medida em que o romance de Elser com Elsa (Katharina Schüttler) ganha uma importância maior, não ornando muito bem com a iniciativa que notabilizou o biografado. Ao menos é uma possibilidade de ver uma versão alternativa e superior de “Operação Valquíria“.

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