Resenha Crítica | Me Leve Pra Casa (2016)

Take Me Home, de Abbas Kiarostami

.:: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

O mais aclamado dos realizadores iranianos, Abbas Kiarostami havia há pouco completado 76 anos quando perdeu a batalha contra um câncer que muitos desconheciam. Para os cinéfilos, partiu cedo demais, deixando um buraco em um cinema humanista e por vezes provocativo raro de ser produzido.

Poucos cineastas conseguem prever o próprio fim e, ao mesmo tempo, entregar um canto do cisne que repercuta esse sentimento. Seria “Me Leva Pra Casa” uma analogia sobre o ciclo da vida, acompanhando um objeto circular que quica de degrau em degrau até o seu destino final?

Com uma câmera estática, vemos esse trajeto em escadarias rústicas da Itália sem uma preocupação com a continuidade. Há como figura humana Biagio di Tonno, o garotinho descuidado com a sua bola de CGI, mas vem a ser somente a música de Peter Soleymanipour o componente para sustentar uma despedida pouco especial.

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

1 Comentário em Resenha Crítica | Me Leve Pra Casa (2016)

Follow

Get every new post on this blog delivered to your Inbox.

Join other followers: