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Entrevista com Jarkko Lahti, ator de “O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki”

.:: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Representante da Finlândia para tentar uma indicação ao Oscar de Melhor Filme Estrangeiro, “O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki” tem sido um dos filmes mais procurados da Mostra. Para se ter uma ideia, a sala 1 do Frei Caneca estava bem povoada na tarde da última terça-feira, 25, algo nem sempre comum.

Visto em “Pardais”, um dos melhores filmes presentes na programação da penúltima Mostra, Jarkko Lahti tem a sua primeira chance como protagonista ao viver o notório boxeador Olli Mäki, que em sua versão ficcional está no conflito entre priorizar a carreira ou o relacionamento com Raija, interpretada pela doce Oona Airola. Aproveitamos a disponibilidade do ator após o fim da exibição para conversar brevemente sobre os desafios de encarnar o papel de uma figura real.

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O boxeador Olli Mäki ainda é uma figura de prestígio na Finlândia? Você teve acesso a figuras que o conheceram para compor o personagem?

Olli Mäki ainda é uma figura icônica na Finlândia. Ele é um dos melhores de todos os tempos, ainda a ser superado, mas as gerações mais novas talvez não o conheçam porque na época em que lutava ainda não existia televisão. Tive contato com o Olli e a sua esposa Raija. Eles são da mesma cidade que a minha. Ambos acompanharam bastante a preparação do filme, foi muito divertido ouvir as histórias que compartilharam. O Olli está com Alzheimer. Ele não lembra de muitas coisas do presente, mas recorda muito bem de seu passado. Teve uma carreira muito longa. Dois anos após a luta que é encenada no filme, ganhou o campeonato europeu e lutou até 1973.

O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki (Hymyilevä mies)

Durante a história, você passa por uma transformação física radical. Como foi a preparação física? As filmagens seguiram uma ordem cronológica?

Eu comecei a perder peso enquanto filmávamos. Houve esse intervalo de quatro ou cinco dias em que trabalhei por conta própria para atingir a forma esperada. Posteriormente, retomamos as gravações com os momentos em que eu estou realmente magro no chalé e na sauna. Essas gravações aconteceram por dois dias e depois pude voltar a ganhar peso novamente. Mas já estava me preparando fisicamente dois meses antes das filmagens. Durante elas, eu treinei por duas semanas correndo todas as manhãs por uma hora, sempre alternando a velocidade. Só depois começamos a trabalhar para formar a imagem que desejávamos de um boxeador Peso-Pena.

“O Dia Mais Feliz da Vida de Olli Mäki” foi selecionado por seu país para brigar por uma vaga no Oscar na categoria de filme estranheiro. Você e o diretor Juho Kuosmanen estão fazendo campanhas para promover o filme na América?

Começamos a campanha pelo Oscar no Festival Internacional de Cinema em Toronto no mês passado. Passamos em Chicago e, neste exato momento, o diretor está em Los Angeles promovendo o nosso filme lá. Juho é o principal responsável pela divulgação, mas tento participar dos festivais quando há tempo, pois estou envolvido em outro projeto agora. Tem sido um grande prazer estar disponível para vir ao Brasil para apresentar o filme.

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