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Resenha Crítica | A Menina sem Mãos (2016)

La jeune fille sans mains, de Sébastien Laudenbach

.:: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

O momento vem se mostrando propício para a reimaginação de contos infantojuvenis no cinema. Os valores se renovaram e a moral da história se apresenta ao final remodelada. Mas há também aqueles que visualizam as coisas por um prisma mais sombrio, praticamente substituindo a aventura e o romance por uma tragédia com toques macabros.

Baseado em um conto dos irmãos Grimm, “A Menina sem Mãos” recebeu um sem número de variações em todas as mídias possíveis. Pelo francês Sébastien Laudenbach, a história é amparada pela fidelidade ao original e ainda traz o adicional de ganhar vida a partir de uma técnica animada pouco usual, mesmo no cinema europeu do segmento.

Mesmo classificado para todas as idades, não é recomendável que os pequenos acompanhem o enredo sobre uma jovem (voz no original de Anaïs Demoustier) que tem as suas duas mãos cortadas pelo Pai (Olivier Broche) como medida de um pacto com o Diabo (Philippe Laudenbach). A pureza da personagem não permite guardar para si algum rancor, preferindo buscar por um recomeço em outro lugar, reservando como destino um romance com o Príncipe (Jéremie Elkaïm).

A partir de traços minimalistas a pincel, adentramos um universo de fantasia com personagens que se fundem com os ambientes aos quais pertencem ou transitam. A princípio, o resultado causa estranheza, especialmente por estarmos acostumados a uma linha americana de produção, com toda a sua grandiosidade no uso de cores e movimentos. Por isso mesmo, “A Menina sem Mãos” vem a ser aquela experiência especial que os nossos olhos merecem se adequar e finalmente se deleitar.

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