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Resenha Crítica | Meteor Street (2016)

Meteorstraße, de Aline Fischer

.:: 40ª Mostra Internacional de Cinema em São Paulo ::.

Com três experiências prévias na direção de documentário, a francesa Aline Fischer faz uma transição para a ficção provocando a impressão de ainda deter aquele olhar bem particular dos documentaristas quanto à observação de um cotidiano. E a de seu personagem central de “Meteor Street” não é nem um pouco fácil.

Interpretado pelo expressivo Hussein Eliraqui, Mohammed completou há pouco 18 anos e se viu na necessidade de partir para a Alemanha após os conflitos que aterrorizam o Líbano. Passa a dividir um apartamento modesto com o seu irmão mais velho Lakhdar (Oktay Inanc Ozdemir) e tenta construir um futuro digno mesmo em uma condição de exploração na oficina mecânica em que trabalha.

Atenta também a difícil mudança da juventude para a fase adulta de Mohammed, Fischer, com o apoio de Lucas Flasch no roteiro, encena uma realidade implacável, aos poucos corrompendo a inocência do protagonista no instante que o obriga a agir conforme as regras de um jogo perverso. O clímax pode soar um tanto extremo em algumas tomadas de decisões, mas nada que anule o frio na barriga de acompanhar a jornada de um estrangeiro sem pátria.

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