Melhores de 2016: Filme Nacional

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Há 20 anos sem protagonizar um longa-metragem brasileiro (o último pôster que estampou foi o de “Tieta do Agreste”, de Carlos Diegues), Sonia Braga é o coração que pulsa “Aquarius”. A veterana atriz se entrega de corpo e alma à Clara, um papel que não se exime de também compreender a vivacidade que há na velhice e que ainda a presenteia com instantes de fortes explosões dramáticas, especialmente quando a sua relação com o personagem de Humberto Carrão passa a ter as máscaras da cordialidade caídas.

Além da contribuição inestimável de Sonia Braga, Clara expõe outras dimensões quando problematizada pelo texto, tendo em seu encalço uma figura de grande influência tentando persuadi-la ao mesmo tempo em que os abismos sociais são deflagrados em uma Recife com territórios literalmente demarcados. Trata-se do investimento em um discurso que dá ao todo um excesso que poderia ser eliminado, mas que não nos faz desviar do principal atrativo de “Aquarius”: os valores de gerações que se atraem ou se repelem a partir da defesa de seus interesses particulares.

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OUTROS DESTAQUES:
Espaço Além: Marina Abramovic e o BrasilNise: O Coração da Loucura • O Roubo da Taça • O Silêncio do Céu

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Em 2015: Que Horas Ela Volta?
Em 2014: 
O Lobo Atrás da Porta
Em 2013: 
O Abismo Prateado
Em 2012:
Eu Receberia as Piores Notícias dos Seus Lindos Lábios
Em 2011:
Malu de Bicicleta
Em 2010:
Tropa de Elite 2 – O Inimigo Agora é Outro
Em 2009: 
Salve Geral

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

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