Melhores de 2016: Atriz Coadjuvante

 

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Quando se discutia em 2016 a ausência de negros nas categorias de interpretação do Oscar, o Independent Spirit Awards se mostrou muito mais adiantado ao promover outra minoria esnobada na indústria: os transgêneros. A agora atriz e cantora Mya Taylor venceu na premiação independente o prêmio de Atriz Coadjuvante e, assim como a sua personagem Alexandra em “Tangerine”, teve uma vida de cão ao anunciar a sua orientação sexual e o desejo por uma transição.

Rejeitada pela família, Mya teve de se virar por cinco anos com prostituição em Hollywood até refazer os laços com a sua mãe. Mas a sua vida só deu “um giro” (como ela mesma definiu) ao ser descoberta por Sean Baker, que logo a sondou para o experimento maluco de rodar um longa-metragem inteiramente em iPhone. Ficção e realidade se misturam diante de nossos olhos, com Mya/Alexandra aguardando com aquele brilho esperançoso um dia seguinte cercado de novas possibilidades.

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OUTROS DESTAQUES:
Adriana Esteves (Mundo Cão) • Jennifer Jason Leigh (Os Oito Odiados) • Margot Robbie (Esquadrão Suicida) • Rinko Kikuchi (Ninguém Deseja a Noite)

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Em 2015: Hilary Swank, por Dívida de Honra
Em 2014: 
Uma Thurman, por Ninfomaníaca: Volume 1
Em 2013: 
Helen Hunt, por As Sessões
Em 2012:
Viola Davis, por Histórias Cruzadas
Em 2011: Rosamund Pike, por A Minha Versão do Amor
Em 2010:
Olivia Williams, por O Escritor Fantasma
Em 2009: Diane Kruger, por Bastardos Inglórios
Em 2008:
 Marcia Gay Harden, por O Nevoeiro
Em 2007: Toni Collette, por Segredos na Noite

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

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