Melhores de 2016: Direção

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“A Garota de Fogo” pode ser somente o segundo longa-metragem na carreira de Carlos Vermut, mas a rigidez com a qual concebe planos e o teor provocativo do texto que assina são virtudes de fazer muito veterano coçar a cabeça. Concentrando-se em quatro personagens, Vermut tece uma teia que mais se assemelha a um quebra-cabeça, às vezes nos fazendo encaixar peças em lugares indevidos até que a narrativa cuide de nos exibir algo surpreendente e chocante.

Mas a principal virtude de Vermut é mesmo a de priorizar o poder da sugestão, ofertando ao público caminhos em que a nossa própria imaginação dá conta de especular sobre os destinos, a exemplo das torturas que Bárbara (Bárbara Lennie) aparentemente se submete ou a infância conturbada desta com o professor Damián (José Sacristán). Também misterioso, seu terceiro longa, “Quién te cantará”, tem previsão de estreia para o fim deste ano na Espanha. Mal podemos esperar pra ver!

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OUTROS DESTAQUES:
Gavin Hood (Decisão de Risco) • Kleber Mendonça Filho (Aquarius) • Paul Verhoeven (Elle) • Yorgos Lanthimos (O Lagosta)

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Em 2015: George Miller, por Mad Max: Estrada da Fúria
Em 2014: 
Alexander Payne, por Nebraska
Em 2013: 
Alfonso Cuarón, por Gravidade
Em 2012:
Michel Hazanavicius, por O Artista
Em 2011:
Denis Villeneuve, por Incêndios
Em 2010:
Roman Polanski, por O Escritor Fantasma
Em 2009:
Yôjirô Takita, por A Partida
Em 2008: 
Joe Wright, por Desejo e Reparação
Em 2007: 
William Friedkin, por Possuídos

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

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