Os Cinco Filmes Prediletos de Otávio Almeida

Já se passaram 10 anos desde a decisão em usar a blogosfera como uma plataforma não somente para tornar pública as minhas opiniões sobre filmes, mas também para criar conexões com pessoas com quem em comum tenho essa paixão irrefreável por cinema. Da “velha guarda”, há até hoje uma relação cordial. Como a com Otávio Almeida, com o qual tenho uma amizade que se fortaleceu quando nos descobrimos residentes de municípios vizinhos.

Jornalista e PR, Otávio toca há um bom tempo o Hollywoodiano, um nome inspirado no antigo Hollywoodianas da correspondente internacional Ana Maria Bahiana. Mesmo com uma rotina dura de trabalho, está sempre antenado para fazer uma cobertura crítica sobre os principais lançamentos do momento, também contemplando títulos nem sempre exibidos em grande circuito.

É um excelente cinéfilo para trocar figurinhas. Mesmo em discussões quando há pontos divergentes, as opiniões se completam ao invés de se anularem. Há também um sentimento de nostalgia que o ronda, como se pode perceber em sua seleção de filmes prediletos a seguir.

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O Poderoso Chefão, de Francis Ford Coppola (The Godfather, 1972)

Para uma geração antes da minha, “Cidadão Kane” costuma ser apontado como o melhor filme de todos os tempos. Para minha geração, “O Poderoso Chefão” é o filme perfeito em todos os quesitos. A direção mais elegante, o roteiro mais bem escrito, o elenco ideal e a música de Nino Rota são elementos que representam uma aula de narrativa e cinema como a arte que amamos e exigimos. Não é só por isso que jamais condenamos os Corleone. Nas entrelinhas nos identificamos porque todo mundo tem família. Nenhuma é perfeita e todas são amadas e perdoadas.

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Os Bons Companheiros, de Martin Scorsese (Goodfellas, 1990)

Se “O Poderoso Chefão” é a máfia high society, “Os Bons Companheiros” é sua representação das ruas. É o gângster do povo. Não é exatamente uma família, como no clássico de Coppola. Scorsese fala de amigos, como está no título. Mas negócios é um assunto à parte e, mais cedo ou mais tarde, uma vida de excessos e a sede pelo poder levam amizades à ruínas. Foi a primeira vez que vi um filme narrado por vários personagens. E penso que essa diversidade de pontos de vista anula nossa capacidade de julgar seus atos. Sempre vi “Os Bons Companheiros” como o anti-“O Poderoso Chefão”, a realidade alternativa da máfia de Coppola.

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Os Caçadores da Arca Perdida, de Steven Spielberg (Raiders of the Lost Ark, 1981)

É o filme que me despertou para o cinema. Vi um trecho com um homem de chapéu e chicote sendo arrastado por um caminhão e quis voltar e assistir desde o início para entender o que estava acontecendo. Mas aquela cena havia deixado meu coração acelerado. Quis saber quem eram Steven Spielberg, George Lucas, Harrison Ford e John Williams. Sou fã de carteirinha de Indiana Jones, mas foi por causa dele que descobri “Star Wars”, “De Volta para o Futuro”, “Gremlins”, “Os Goonies”, “Contatos Imediatos do Terceiro Grau”, “E.T.”, “Blade Runner” e outros filmes que envolvem esses nomes. É a razão pela qual gosto de filmes divertidos e escapistas até hoje.

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O Império Contra-Ataca, de Irvin Kershner (Star Wars: Episode V – The Empire Strikes Back, 1980)

Os fãs de “Star Wars” gostam de dizer que “O Império Contra-Ataca” é o melhor filme da saga, afinal subverteu o clima de aventura do original e expôs os planos de George Lucas de criar uma mitologia, uma space opera. Mas, para mim, esse é o melhor filme da série porque foi o primeiro “Star Wars” que assisti. Fiquei sem fôlego. E só depois corri atrás de “Uma Nova Esperança” (conhecido como “Guerra nas Estrelas” na época) e “O Retorno de Jedi”. Para mim, o conflito entre pai e filho, os caminhos opostos tomados por eles e a certeza de que o passado e o elo de sangue nunca morrem, tudo isso é muito mais emocionante que qualquer luta de sabres de luz e batalhas entre naves no espaço.

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Blade Runner, o Caçador de Androides, de Ridley Scott (Blade Runner, 1982)

Um triunfo da junção entre imagem, som e música. A influência deste filme na ficção científica e no cinema em geral é inegável. Mas entre prédios gigantescos, luzes e sombras, o que mais me atrai em “Blade Runner” é a forma como Ridley Scott tenta mostrar o que torna alguém humano. E a fala final de Rutger Hauer é a minha favorita do cinema.

Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

1 Comentário em Os Cinco Filmes Prediletos de Otávio Almeida

  1. Conhecendo o Otávio, as escolhas dele não me surpreendem! Um grande blogueiro cinéfilo que temos! Gosto muito dos textos dele, especialmente das reflexões que ele suscita no Hollywoodiano!

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