Resenha Crítica | De Volta Para Casa (2017)

Home Again, de Hallie Meyers-Sheyer

Pode-se questionar sobre o que quiser de Nancy Meyers, menos de sua eficácia em conferir um ingrediente especial e secreto que faça elevar a comédia romântica que produz, este o gênero do cinema que mais chavões reproduz para sempre alcançar aquele já aguardado (e desejado) final feliz. De fato há um algo a mais em filmes como “Alguém Tem Que Ceder” e “O Amor Não Tira Férias”, ainda rememorados com afeto por cinéfilos.

Pois a sua filha Hallie Meyers-Sheyer, hoje com 30 anos e computando pontas insípidas em seis longas, parece carregar em seus genes o talento em dar um toque diferenciado em uma trama romântica aparentemente banal. Claro que ter Reese Witherspoon como a protagonista de seu “De Volta Para Casa” é também um aditivo importante para o seu sucesso.

Reese vive Alice Kinney, uma recém-quarentona que coloca a vida em perspectiva após a decisão de se separar de Austen (Michael Sheen), músico com quem teve duas filhas, Isabel (Lola Flanery) e Rosie (Eden Grace Redfield). Com elas, volta a viver na casa de seu falecido pai, um prestigiado diretor de cinema, e tenta se reinventar como designer de interiores.

Numa saída com as amigas para testar se ainda tem algum poder de flerte, Alice acaba levando para casa três sujeitos mais jovens que ela tentando a sorte em Los Angeles na área de cinema. Ao conhecerem no dia seguinte a mãe dela, a ex-atriz Lillian (Candice Bergen), Harry (Pico Alexander), George (Jon Rudnitsky, do elenco de “Saturday Night Live” e carismático até dizer chega) e Teddy (Nat Wolff) são convidados a deixarem as suas malas na residência dos fundos como uma cordialidade até conseguirem decolar em suas carreiras.

Aqui, a fórmula romântica só é comprometida com a escolha de Pico Alexander como o principal alvo amoroso de Reese Witherspoon. Mas talvez seja uma escolha de Hallie Meyers-Sheyer em criar um deslocamento entre a dupla que vai além da idade – Harry tem 26 anos -, pois aqui o caminho para o final feliz não é necessariamente o da consolidação de um novo relacionamento, mas sim o de Alice sentir alguma plenitude possível com a harmonia ao seu redor. Seguindo a tradição do cinema de Meyers mãe, Meyers filha faz um filme incontestavelmente fofo e indispensável para se ver numa matinê após um dia estressante.

Data:
Filme:
De Volta Para Casa
Avaliação:
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Sobre Alex Gonçalves
Editor do Cine Resenhas desde 2007, Alex Gonçalves é estudante de Jornalismo e viciado em música, fotografia, leitura e escrita. Mais informações na página "Sobre".

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