O cineasta sueco Mikael Håfström fez boa carreira em seu país natal. No momento de maior brilho na carreira (a indicação ao Oscar por “Evil – Raízes do Mal”), garantiu para si uma passagem só de ida para Hollywood. Só entregou thrillers afetados, incluindo o mais recente “O Ritual”. Uma pena, pois o material consultado pelo roteirista Michael Petroni, o livro de relatos reais do jornalista Matt Baglio, tinha potencial para se tornar um grande filme do gênero.
O jovem Michael Kovak (o insosso estreante Colin O’Donoghue) está entre duas escolhas difíceis para prosseguir na vida. O seu pai Istvan (Rutger Hauer, em breve participação) atua no ramo funerário e desgostoso em seguir seus passos estuda para se tornar padre. O problema é que próprio Michael acredita não possuir fé para prosseguir e o seu mentor Matthew (Toby Jones) não facilita sua desistência, praticamente obrigando-o a viajar à Itália e testemunhar os exorcismos quase diários do padre Lucas Trevant (Anthony Hopkins). Sempre segura, a brasileira Alice Braga faz Angeline, praticamente uma versão feminina de Matt Baglio.
Mikael Håfström conduz um filme envolvente até sua primeira meia hora. A seguir, descamba para convenções dos filmes sobre possessão demoníaca, onde sequências de horror exageradas tomam conta da narrativa. Na tentativa de por em cena um embate ceticismo versus crença, “O Ritual” causa apenas indiferença. Há até um flerte com o clássico “O Exorcista”, tendo o padre Lucas afirmando que em rituais não há nada de vômito verde ou cabeças girando. Pois Mikael Håfström não apenas recorre a artimanhas ainda mais absurdas como não sai da mesmice com elas.
Título Original: The Rite
Ano de Produção: 2011
Direção: Mikael Håfström
Roteiro: Michael Petroni, inspirado no livro de Matt Baglio
Elenco: Colin O’Donoghue, Anthony Hopkins, Alice Braga, Ciarán Hinds, Rutger Hauer, Toby Jones, Marta Gastini, Maria Grazia Cucinotta, Arianna Veronesi, Arianna Veronesi, Andrea Calligari, Torrey DeVitto, Ben Cheetham, Marija Karan e Chris Marquette
Cotação: ![]()
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