
Eddie Marsan, por “Uma Vida Comum“
Você sabe que está diante de um grande ator quando o vê incorporando com maestria personagens extremamente opostos. Em 2009, elegemos o britânico Eddie Marsan como o Melhor Ator Coadjuvante por “Simplesmente Feliz”, em que vive um instrutor de autoescola em estado permanente de estresse. Dois anos depois, Eddie Marsan esteve em “Tiranossauro” incorporando um marido agressivo. Eis dois personagens que marcam pelos seus perfis extremamente negativos, mas que nunca impedem que o espectador crie alguns laços de empatia, ainda que o James de “Tiranossauro” seja um homem de um caráter indefensável.
É comovente ver Eddie Marsan em “Uma Vida Comum”, pois o seu John May é um sujeito solitário extremamente cordial. Há mais de 20 anos atuando em uma repartição pública que dá um destino a corpos sem vida de anônimos abandonados à própria sorte, John nunca desiste de dar uma cerimônia digna de despedida para cada uma dessas pessoas, talvez por já aceitar que está caminhando para um destino em que também será esquecido. É um desempenho maravilhoso e que se permite a ganhar novas cores conforme o personagem se abre a novas possibilidades.
Outros indicados: Ali Mosaffa (O Passado) | Geoffrey Rush (O Melhor Lance) | Ralph Fiennes (O Grande Hotel Budapeste) | Steve Coogan (Philomena)
Em 2013: John Hawkes, por “As Sessões”
Em 2012: Jean Dujardin, por “O Artista”
Em 2011: Mikael Persbrandt, por “Em Um Mundo Melhor“
Em 2010: Nicolas Cage, por “Vício Frenético“
Em 2009: Richard Jenkins, por “O Visitante”
Em 2008: Philip Seymour Hoffman, por “Antes que o Diabo Saiba que Você Está Morto”
Em 2007: Toby Jones, por “Confidencial“

Deixe um comentário