Revenge, de Coralie Fargeat

Às vezes, o melhor filme é aquele que entrega exatamente o que se espera, sem tirar e nem por. É exatamente o que acontece em “Vingança”, a estreia em longa-metragem da diretora francesa Coralie Fargeat, 15 anos após atuar nas filmagens de segunda unidade de “Paixões Paralelas” e “Uma História a Três”.

Ao longo de 108 minutos (que bem poderiam ser uns 93, é verdade), Coralie desenvolve um contexto básico, mas horripilante: a violência contra a sua protagonista e a possibilidade dela se rebelar contra os seus algozes. Quatro personagens, uma mansão como ponto de encontros e uma vasta paisagem deserta sem testemunhas à vista são os componentes centrais de seu filme.

A crítica tem exaltado o olhar feminino conferido por Fargeat nessa premissa. Jen (Matilda Anna Ingrid Lutz) passa por várias transformações de personalidade, da bela moça que exibe as curvas para satisfação sexual de seu namorado casado, Richard (Kevin Janssens), até a guerreira que se empodera para punir a ele e aos seus amigos de caça, Stan (Vincent Colombe) e Dimitri (Guillaume Bouchède), por ter sido estuprada e quase perdido a vida em uma queda de penhasco. Além disso, há também o modo como os corpos são aqui expostos. Sem muitos detalhes, o ato final é resolvido com a nudez frontal do ator Kevin Janssens, invertendo as expectativas do brilhante pega-pega que é encenado.

Com tudo isso considerado, “Vingança” ainda assim não vai muito além da variação do conceito do clássico “Aniversário Macabro”, de Wes Craven. O que definitivamente não é um problema, especialmente pelo modo bem particular como Fargeat tem na construção da tensão, bem como a violência explícita que faz explodir o neon na tela.

Uma resposta a “Resenha Crítica | Vingança (2017)”

  1. Avatar de Cinéfila por Natureza
    Cinéfila por Natureza

    Não sou a maior fã desse gênero. Mas esse filme parece ser uma boa pedida para quem gosta desse estilo de filme.

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