
O cinema brasileiro vive um ano histórico, e o 16º Festival de Cinema Brasileiro na Rússia chega para celebrar esse momento. Entre 13 de novembro e 7 de dezembro, cidades como Nizhny Novgorod, Kaliningrado, São Petersburgo e Moscou exibem sete longas que representam a força e a diversidade da produção nacional.
O grande destaque é “Ainda Estou Aqui”, de Walter Salles, vencedor do Oscar de Melhor Filme Internacional. Adaptado do livro de Marcelo Rubens Paiva, o filme narra a história de Eunice Paiva, mulher que enfrenta o desaparecimento do marido durante a ditadura militar e precisa reinventar sua vida e a dos filhos.
A mostra também traz o documentário “Milton Bituca Nascimento”, de Flávia Moraes, uma jornada afetiva pela obra e espiritualidade de um dos maiores nomes da música brasileira. “Retrato de um Certo Oriente”, de Marcelo Gomes, revisita a saga de imigrantes libaneses na Amazônia, enquanto “Pasárgada”, estreia de Dira Paes na direção, acompanha uma bióloga isolada na Mata Atlântica em busca de reconexão com sua ancestralidade.

Entre os documentários, “Mangueira em Dois Tempos”, de Ana Maria Magalhães, revisita as crianças retratadas no histórico “Mangueira do Amanhã”, revelando histórias de resistência e transformação. “Querido Mundo”, de Miguel Falabella, e “Tia Virgínia”, de Fábio Meira, completam a programação com olhares sensíveis sobre encontros, família e recomeços.
Realizado pela Linhas Produções Culturais com apoio da Embaixada do Brasil em Moscou e patrocínio da ApexBrasil, o festival se consolida como um dos principais eventos dedicados à cultura brasileira no exterior. Mais de 50 mil pessoas já prestigiaram o evento desde sua criação em 2008 — e, em 2025, a celebração promete ser ainda mais especial.
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