Resenha Crítica | Uma Nova Chance (2018)

O diretor Peter Segal não costuma desapontar no humor. Aprendeu a domar a arte do besteirol com Jim Abrahams e os irmãos Zucker ao assumir, muito jovem, a direção do terceiro “Corra que a Polícia Vem Aí!”. Ele até surpreendeu ao demonstrar que a mais tola das comédias sempre melhora com doses corretas de sentimentalismo, o que transformou o seu “Como Se Fosse a Primeira Vez” na sua obra mais famosa e celebrada até hoje.

​Após um excelente ato inicial, sentimos que a sua parceria inusitada com Jennifer Lopez em “Uma Nova Chance” foi um tremendo acerto, colocando a atriz, adepta das comédias românticas, em um registro diferente.

​Ao viver uma vendedora supercompetente que não ascende profissionalmente por nunca ter tido a possibilidade de investir nos estudos, e que começa a dar a volta por cima quando é presenteada com um currículo falso, J-Lo protagoniza situações “pastelonas” bem engraçadas. É o caso de quando faz um favor como intérprete de mandarim ou quando bola uma apresentação de trabalho ao ar livre com uma revoada de pombas que não dá muito certo. A assistente asiática, toda inibida e fetichista, também rende algumas risadas.

​O problema é que esses momentos isolados são apenas respiros no roteiro de Elaine Goldsmith-Thomas e Justin Zackham, dupla que transforma “Uma Nova Chance” em um dramalhão materno. O texto aborta (opa!) sem cerimônias a proposta inicial, muito mais leve e descontraída, para transformar tudo repentinamente em um filme totalmente diferente.

​É uma pena, pois a reunião nas telas de Jennifer Lopez com a sua (ex) melhor amiga Leah Remini era um sonho antigo para muita gente, e a química que elas demonstram em cena é maravilhosa. Lamentável que a entrada de Vanessa Hudgens acabe por arruinar essa parceria tão especial.

★★
Direção de Peter Segal
Disponível no PRIME

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