Resenha Crítica | A Casa Monstro (2006)

A safra recente das animações computadorizadas tem obtido resultados irritantes. O motivo foi a padronização que tal gênero adotou com as “animalções”, ou melhor, longas-metragens protagonizados por animais que agem como nós, terráqueos. De todo o monte de péssimo entretenimento, que nem oferece alguma intensidade ao público a que se destina, “A Casa Monstro” é um dos raros exemplos que se sobressaem a esta epidemia cinematográfica.

O filme, indicado ao Oscar de melhor animação em 2007 e orquestrado por Gil Kenan, contou com o apoio de Steven Spielberg e Robert Zemeckis na produção executiva, não tem animais falantes, fofos ou insípidos, o que já é uma novidade. Pode não cumprir com sua pretensão medonha (aspira a ser um conto infanto-juvenil terrorífico), mas diverte de alguma forma.

Na história, um trio de jovens amigos está às voltas com os mistérios ocultos de um assombroso casarão situado no bairro vizinho. Cientes de que o tal lugar “devora” diversos objetos, os protagonistas tentam a todo custo desvendar o que faz a casa se locomover sem a presença dos adultos, mas terão de enfrentar a ira de Nebbercracker (voz de Steve Buscemi), dono da residência.

O mais interessante é que o desenho revela inúmeros elementos dos clássicos seriados juvenis, onde o sobrenaturalismo e uma pequena dose de humor se uniam, o que já faz valer o filme para o público que se divertia com esses programas exibidos anos atrás. Na versão original, o filme conta com as vozes de Buscemi, Kathleen Turner, Maggie Gyllenhaal, Kevin James e Catherine O’Hara.

★★★
Monster House
Direção de Gil Kenan
Assistido em DVD (Sony Pictures)
Texto originalmente publicado em 18/03/2007

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