Resenha Crítica | Red, White and Blue (2023)

Curta-metragem indicado ao Oscar, “Red, White and Blue” é o primeiro trabalho da carreira de Nazrin Choudhury e se faz presente aquelas virtudes e exageros presentes em muitos trabalhos de iniciantes que tratam sobre temas tabu para a sociedade, aqui sendo o direito que mulheres têm (ou não) em recorrer a um aborto.

Atriz que sempre considerei extremamente subestimada, Brittany Snow está formidável aqui, interpretando uma jovem solteira, mãe de dois filhos (uma pré-adolescente e outro uma criança), que trabalha como garçonete e que tem em mãos um teste de gravidez positivo.

Por um lado, Choudhury é delicada com algumas abordagens, sobretudo ao comentar sobre a naturalização de assédio contra mulheres no cotidiano ou ao deficiente sistema de saúde americano. Em outros, falta sutileza ao reforçar aspectos dramaturgos, de metáforas a acontecimentos fora do curso presente.

De qualquer forma, não há como negar o impacto da porrada do clímax, desses que repercutem de formas diferentes para o espectador. Para alguns, existirá a defesa de que o filme abre mão de sua seriedade ao concentrar a força de tudo em uma surpresa. Para outros, ele causa aquele choque que reforça os posicionamentos do curta-metragem como instrumento social.

Mesmo com todas as irregularidades, fico no segundo time.

★★★
Red, White and Blue
Direção de Nazrin Choudhury
Indisponível no Brasil

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